Câmara e Senado
Limitação de poderes, sem prejudicar o funcionamento, sempre saudável em qualquer instituição. Os presidentes da Câmara e do Senado não deveriam dispor, para desenvolvimento harmônico e ágil, de poderes para arquivar ou tardar projetos e quaisquer pleitos. Haveriam de, ao recebê-los, com prazo determinado, imperativamente encaminhá-los às comissões próprias para análises iniciais e adequadas tramitações. Terminaria com o desconforto e bajulações por integrantes, e até de fora, das casas legislativas. Como essa, ao que se percebe, não a regra, entendemos imprescindíveis a fixação nos regimentos internos, instrumentos norteadores do funcionamento. Como fazê-lo? Proposta e aprovação pelos parlamentares impondo prazo e tramitação. Até para os próprios presidentes a situação seria mais confortável e sem desgaste perante a sociedade. Pensemos.
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim, via e-mail
Feminicídio
É um crime sui generis dado o turbilhão psicológico dominado pela paixão, pelo abandono, pelo desprezo, pelo ciúme, pela traição! É de difícil prevenção. A notificação é, às vezes, um acelerador. Um afastamento que impeça efetivamente o contato é fundamental. O aumento atual talvez se deva ao empoderamento da mulher que, corretamente, ciente de seus direitos, toma iniciativas que antes não tomaria. Educar desde cedo é importante, mas não resolverá a paixão irracional que não é um problema de educação. Aumentar as penas também não resolve (países há em que a pena para este crime é a prisão perpétua), pois nessa situação tal não é considerado pelo tresloucado autor.
Décio Antônio Damin, Porto Alegre, via e-mail
Hospital Porto Alegre
No momento em que se criam vários hospitais de campanha visando aumentar os atendimentos da dengue, não seria mais útil criar mais leitos definitivos? O Hospital Porto Alegre, de atendimento exemplar aos municipários, poderia ser recuperado ao invés de ficar degradado e atirado em seu desuso. O prefeito da Capital deveria olhar com mais atenção para aqueles que sempre serviram com seu melhor para este município e continuam contribuindo com seus salários mensalmente descontados em folha de pagamento.
Adair Colombo, Porto Alegre, via e-mail
Irreverência
Saudades do tempo em que a comunicação impressa se chamava jornalismo. Os profissionais se davam ao direito de serem irreverentes e, no tempo dos inócuos pacotes econômicos, criaram, em Brasília, o bloco carnavalesco Pacotão. O avião da Varig em que viajavam políticos tinha o apelido de Camburão. Pois, sinal dos tempos obscuros que vivemos hoje, um avião da FAB, vejam só, ganhou a condição de camburão internacional.
Sérgio Becker, Porto Alegre, via e-mail
Sem vacina
Não consegui entender a suspensão por falta de doses da vacina contra a dengue. A desculpa é que o Ministério da Saúde, responsável pela aquisição e distribuição da vacina a estados e municípios, não fez novos repasses. Crianças e adolescentes vão ficar sem essa proteção em plena emergência? Não acredito.
Adroaldo L. de Lima, Porto Alegre, via e-mail