Cadeia Pública
Finalmente o antigo Presídio Central, que maculava o sistema prisional e a segurança pública do Rio Grande do Sul há anos, começa a receber detentos como Cadeia Pública de Porto Alegre. Depois de dois anos de algo que não acreditávamos que iria acontecer: a remoção de todos os presos e início das obras de remodelação. Aí está a nova cadeia, que já foi considerada a pior prisão do país e um dos piores presídios da América Latina, conforme critérios da Organização dos Estados Americanos (OEA). Senti a certeza de que realmente algo estava ocorrendo com a remoção, no final de 2023, de mais de 800 presidiários e a destruição dos pavilhões A e B. Agora os presidiários poderão receber um tratamento mais humano, com módulos de vivência, locais para atividades cotidianas, pátio coberto e outro com sol, áreas para visita e o necessário atendimento jurídico. Começa uma nova fase no sistema prisional. Parabéns para Porto Alegre e para o Rio Grande do Sul.
Roberto T. da Silveira, Porto Alegre via e-mail
Salvando vidas
A Santa Casa de Porto Alegre está lançando mais uma campanha para conscientizar as famílias sobre a importância da doação de órgãos: “A vida cabe no seu sim” relaciona, segundo a Santa Casa, o “sim” da manifestação da vontade de ser doador e a conversa com as famílias e nova oportunidade para quem está aguardando uma chance com um transplante e continuar vivendo. O Brasil é o segundo maior país em transplante de órgãos, mas enfrenta o maior dos entraves para a fila de espera, pois muitas doações não são efetivadas com a negativa das famílias e, por isso, muitos doentes acabam morrendo. Em 2024, 46% das famílias recusaram-se à doação de órgãos. É preciso dar uma nova chance de vida. Sejamos doadores, sem esquecer de pedir aos familiares este ato tão importante para salvar vidas.
Magnólia C. dos Santos, Porto Alegre, via e-mail
À espera de moradia
A dona de casa Suzana Soares de Oliveira está cansada de esperar pela nova casa prometida pelo Compra Assistida. Ela é um dos últimos moradores do lote de remoções de casas e estruturas da vila Voluntários, no bairro Farrapos, para o término da construção da nova ponte do Guaíba (CP, 9/9). Estou impressionada com o fato de Suzana ter sido uma das primeiras moradoras da vila e deverá ser a última, devido à burocracia. E ela não está sozinha, pois tem um filho com doença óssea e também ainda não recebeu a esperada ajuda de R$ 1 mil do Estadia Ponte. Os repasses estão atrasados. Enquanto isso, Suzana vive com o filho no meio de escombros.
Maremília C. dos Santos, Porto Alegre, via e-mail