Café Mimô
De emocionar o conteúdo da coluna Empreender deste periódico, edição de 12 de maio, página 5, que narra a trajetória inspiradora do jovem José Laurito, de vendedor itinerante de brownies a proprietário de uma lancheria na Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança (Esefid/Ufrgs). Ex-aluno que sou, por curiosidade, e vizinho do Campus Olímpico, visitei o estabelecimento e pude comprovar a comovente dedicação do jovem proprietário, com experiência digna de ser mencionada e estudada em qualquer dos anos iniciais dos cursos de Administração e Economia. Exemplo de esforço individual, que cativou os não menos jovens estudantes do Campus, que o apoiaram de variadas formas, Zé não se queixa não, não se vitimiza. Trabalha diuturnamente, dedica-se de corpo e alma, angariando simpatia e admiração. De um tempo de muita luta, sem recursos para a passagem do ônibus e a alimentação, trilhou o caminho do aprendizado, até o momento atual, de dedicação, trabalho, construção e conquistas. Sucesso, Zé! És um exemplo de superação para todos nós. Podes contar conosco, tens nosso apoio.
Pedro Luis Vargas Viegas, Porto Alegre, via e-mail
Quitandas
O "Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa", de Aurélio Buarque de Holanda, define quitanda como local onde se vendem hortaliça, ovos, frutas, queijos, etc. Registro com satisfação que na esquina da rua onde moro acabou de ser inaugurada uma quitanda. Então, veio- me à mente a declaração de um amigo meu em recente viagem à Espanha: Na Espanha, disse ele, em cada esquina há uma quitanda e, no Brasil, em cada esquina uma farmácia. A cansativa propaganda insiste em colocar na cabeça das pessoas que o nosso povo é um povo doente e precisa ir a uma farmácia. A sabedoria popular, no entanto, afirma que a saúde do homem está naquilo que ele come. Então, vamos à quitanda. Saúde significa comida saudável, mais frutas e mais verduras em nossa mesa.
Sebastião Cruz, Passo Fundo, via e-mail
Só palavras
As palavras o vento leva. Os termos ofensivos (fascista, nazista, corrupto, golpista, ladrão...) estão gastos pelo tempo e perdem, inexoravelmente, o significado. O que importa agora é o lugar a que chegamos, à decadência de um governo que, ainda que perdendo o rumo e aliando-se politicamente a extremistas totalitários, pretende ser o arauto da paz, da conciliação sem se olhar no espelho e se ver ridículo, e nos tornando a todos ridículos como que pretendendo, acredito eu, ser Prêmio Nobel da Paz. As “companhias” nas comemorações russas foram incríveis, inimagináveis! O escândalo da Previdência, aumentando exponencialmente sob as barbas de um governo inepto que só se preocupa com um populismo eleitoreiro, não tem o direito de classificar tão pejorativamente os anteriores, apesar de esses não serem também dignos das loas que insistem em lhes atribuir.
Décio Antônio Damin, Porto Alegre, via e-mail