Candidatos avulsos.
Entendemos, mesmo imaginando muita resistência, a legislação eleitoral haveria de permitir candidatos avulsos. Vale dizer, sem filiação partidária. Alguém diria, e o programa? Nenhum empecilho, o candidato apresentaria seu programa, até com obrigatoriedade de registro no Cartório Eleitoral. Maior comprometimento do que na atualidade em relação aos eleitos. Em não cumprindo, perda automática do mandato. Pois agora, na chamada janela partidária, momento permitindo mudar de partido, muitos no exercício de mandatos se valeram da possibilidade e simplesmente saíram e se filiaram, e vão concorrer, em outro partido. Se fossem avulsos, afastada essa censurável situação. O mesmo não dizemos, obviamente, da pessoa sem mandato eletivo, apenas filiada a um ente político. Esse vínculo, sem mandato, reiteramos, passível de ser desfeito a qualquer tempo.
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim, via e-mail
Formação
Jovens encontram respostas simples para dores reais. O risco é a escalada: discurso de ódio, normalização da agressividade e, em casos extremos, violência. Feminicídios e estupros não nascem nesses espaços, mas podem ser alimentados por eles. E exemplos concretos não faltam para chocar o país, como os assassinatos da comandante da Guarda Municipal de Vitória (ES) Dayse Barbosa Matos e da soldado da Polícia Militar de São Paulo Gisele Alves Santana, que expõem como a violência de gênero pode atravessar diferentes esferas sociais e institucionais. A resposta precisa ser coletiva: família, escola, Estado e plataformas. Não basta regulação; é formação humana. Educar para a igualdade é formar emocionalmente, ensinar frustração, responsabilidade e empatia. Sem empatia, não há sociedade. Apenas convivência tensa. Meninos não precisam ser capturados pelo ódio. Meninas não precisam desistir do amor. É possível formar ambos para algo maior.
Bia Willcox, Rio de Janeiro (RJ), via e-mail