Do Leitor

Capitão Elmo Diniz, 103 anos; reciprocidade; inaceitável; uma freeway por água.

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Capitão Elmo Diniz, 103 anos

Que vida cheia de experiências, inclusive de uma guerra, a Segunda, na Itália. O coração de Elmo Diniz, ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira (FEB), parou e ele teve morte súbita em sua casa, em Porto Alegre, aos 103 anos, no dia 14. O falecimento do capitão Diniz foi confirmado pelo Comando Militar do Sul. Com o seu desaparecimento, ficam as memórias de um cidadão natural de Cruz Alta, que combateu as forças nazistas na reconquista da Europa. Último sobrevivente entre os pracinhas gaúchos, recentemente foi entrevistado pelo Correio do Povo em alusão aos 80 anos do Dia da Vitória e era presidente de honra da Associação Nacional dos Veteranos da FEB-RS. Ao relembrar o conflito mundial, disse que fez parte da FEB entre novembro de 1944 e junho de 1945, quando atuou na reconquista da Europa (CP, 8/5). Sobre a guerra disse que “a coisa mais estúpida do ser humano é a briga. Quem acerta a briga não vai brigar, mas manda os outros morrerem nela”.
Alberto W. da Silva, Porto Alegre, via e-mail

Reciprocidade

Finalmente, o presidente Lula assinou o decreto de regulamentação da Lei de Reciprocidade Econômica (Lei 15.122/25), dando condições para proteger a economia brasileira, e anunciou também o Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, presidido pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, para ouvir os setores empresariais brasileiros e assim detectar implicações do anúncio feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para impor tarifas de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil a partir de agosto. Para Alckmin, o governo precisa manter o diálogo com os Estados Unidos para reforçar a complementaridade econômica entre os países e contribuir para as boas práticas comerciais entre Brasil e EUA. É um bom começo e não é de bom alvitre confundir economia com política.
Adalberto S. da Cruz, Porto Alegre, via e-mail

Inaceitável

A pressão sobre o Brasil ao considerar Bolsonaro como perseguido pelo STF acabou por condená-lo irremediavelmente. Trump cedeu à argumentação que lhe foi apresentada e se tornou um agente da tentativa irreal de anexar o Brasil ao seu império. Absolver Bolsonaro agora é praticamente impossível. Seria entregarmo-nos a uma administração estrangeira. Nunca vimos pretensão mais absurda!
Décio Antônio Damin, Porto Alegre, via e-mail

Uma freeway por água

Segundo o presidente da Hidrovias RS, no Estado temos cinco grandes rios que fluem para o Guaíba e a Lagoa dos Patos, finalizando em Rio Grande. Para ele, é uma freeway de transporte por água, que não se está sabendo explorar. Para ele, o processo faria a solução ser mais rápida e menos custosa. A afirmação de Wilen Manteli ocorreu durante um seminário, na Assembleia Legislativa, na segunda-feira (CP, 15/7), promovido pela Comissão Externa sobre Danos Causados pelas Enchentes no RS da Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado federal Marcel Van Hattem. O encontro debateu propostas e alternativas para a retirada de sedimentos, algo polêmico entre empresas públicas e privadas. Não sou técnico, mas acredito que o desassoreamento deve ser feito sem delongas para que possamos usar esses cinco grandes rios para escoar a produção gaúcha com menos gastos.
Roberto T. da Silveira, Porto Alegre, via e-mail