Do Leitor

Capolat e Trem Húngaro.

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Capolat

Corria o ano de 1979. Em 3 de janeiro, os brasileiros Nelson Fachinelli, eu, Rossyr Berny e o uruguaio Rubinstein Moreira fundamos em Buenos Aires, Montevidéu, Assunção e em Porto Alegre, a Casa do Poeta Latino-Americano (Capolat), antes mesmo da criação do Mercosul. Entre a fundação em 1979 e 2005, a Editora Alcance publicou três volumes de antologia bilíngue, com poetas argentinos, uruguaios, paraguaios e brasileiros – o “Mercopoema”, Quatro países em estado de poesia – com até 484 páginas. Em setembro de 1993, aconteceu uma caravana com 40 autores brasileiros, em um ônibus fretado, lançando as obras bilíngues. Após os autógrafos em Porto Alegre, ficamos por três dias na Argentina e três dias no Uruguai. Passados 46 anos de fundação, a Capolat continua atuante, presidida pela jornalista e poeta Marinês Bonacina, com sede em Porto Alegre. Sou o único remanescente dos três fundadores. Neste recente 29 de maio, mostrando vitalidade cultural, a entidade destacou os vencedores do Concurso Capolat, premiando diversos escritores nos gêneros contos, crônicas, poesia e histórias, no Plenarinho da Assembleia Legislativa gaúcha. Já está ajustado para que, na próxima edição, também concorram textos em espanhol, com escritores de países do Mercosul.
Rossyr Berny, Porto Alegre, via e-mail

Trem Húngaro

O Trem Húngaro fazia a linha entre a Capital, Porto Alegre, e Uruguaiana, na Fronteira-Oeste, e vice-versa, no espaço de 12 horas. Era um veículo de luxo, com excelente serviço de bordo, contando até com as famosas ferromoças. Era confortável, com poltronas reclináveis, de Primeiro Mundo. Começou a operar no Rio Grande do Sul, em 1974, substituindo o Trem Minuano, introduzido no ano de 1954. Encerrou suas atividades em 1987, entre outros motivos, pela dificuldade de reposição de peças, já que era oriundo do exterior.
Ricardo Reischak, Porto Alegre, via redes sociais