Carta às mães e aos filhos
Entre manchetes, fatos e fotos, abre-se espaço para uma palavra curta, vasta em intensidade; entre suas letras, o desejo recíproco de amparo e acolhimento: “Mãe”. Tal qual a palavra amar, tomada de uma mansidão, mas também de abertura e potência. Mãe — que não precisa ser necessariamente a nossa. Pode ser apenas sonho ou um encontro por acaso de uma pessoa que abraça com os olhos, acalenta, sustenta, embala. Mãe que habita a nossa busca por proteção e continente. Mãe diversa. Mães. Múltiplas, com múltiplas camadas, inclusive aquelas não idealizadas. Carregam amor e (por que não?) ódio. Humanas, afinal. Sentem raiva quando acertam em cheio as feridas, delas e/ou de sua prole. Além de mães, são também filhas. Se, de um lado, há luz forte e dirigida; em outro, há sombra, um espaço que só elas adentram e procuram compreender. Feitos de espaços de mistérios todos somos. Reconheçamos. E façamos desta semana um período de reflexão para que, domingo, não seja só mais um Dia das Mães, apenas para cumprir rituais, mas um profundo instante de compartilhamento de humanidades.
Alina Souza, Porto Alegre, via redes sociais
Reflexão
A gente passa a vida inteira correndo atrás de grandes conquistas e se esquece de perceber os pequenos milagres que acontecem todos os dias: uma respiração tranquila, um momento de silêncio, um gesto simples que aquece o coração. Tudo isso já é vida acontecendo. Quando você desacelera e começa a enxergar beleza no que é simples, algo dentro de você muda, a ansiedade perde força. A comparação deixa de fazer sentido, a gratidão começa a ocupar um espaço que antes era só vazio. Não é sobre ter mais, é sobre perceber melhor. Porque talvez o que você chama de “falta” seja só a ausência de presença.
Neusa Morinel, Santa Cruz do Sul, via redes sociais