Cautela
Mulheres, não juntem as suas vidas aos homens que não as amparem politicamente, não liguem as suas vidas aos homens que não aceitam um “não” como resposta. Não queiram homens que não amam as suas mães e não as amparam na velhice. Não tentem mudar os homens que não valorizam as dores das suas filhas e de suas mulheres. Jamais cheguem perto de homens que abandonam os seus filhos. Mulheres, não tenham esperanças nas modificações de homens toscos, grosseiros que não as respeitam, pois eles não mudam, são como lobos em pele de cordeiro. Ao primeiro “não” pronunciado pelas mulheres, rejeitam, gritam, berram e, na maioria das vezes, podem matar, mas antes assassinam todas as expectativas que as mulheres possuem numa vida a dois. Não podemos comemorar o dia das mulheres, pois o ano de 2026, no RS, está mais sangrento que nunca. Até agora já aconteceram muitas mortes, segundo informações das mídias.
Marisa Piedras, Porto Alegre, via e-mail
Charlatanismo
Antigamente, o charlatão vendia elixir em praça pública. Hoje ele vende fórmula mágica com link na bio. Promete emagrecimento sem esforço, cura sem tratamento, juventude sem tempo e felicidade em cápsulas. Fala difícil, escreve “cientificamente”, assina como Dr. e pronto: nasce mais um salvador digital da pátria, sem residência, sem especialidade, sem responsabilidade. O mais trágico é que dá errado quase sempre. Corpos deformados, rostos destruídos, órgãos comprometidos, vidas interrompidas. O que era promessa vira processo judicial; o que era esperança vira luto. Mas aí já é tarde. O influenciador troca de perfil, apaga vídeos, muda o discurso e segue vendendo cursos sobre “como ajudar pessoas”. Há algo de profundamente cruel nisso. Porque o charlatão moderno não vende só produto: vende esperança. E esperança, quando falsificada, mata.
Gregório José, Muriaé (MG), via e-mail