Chega de feminicídio
O “empoderamento feminino” que está na moda há alguns anos – e que é um direito indiscutível –, tem propiciado a mais mulheres se tornarem independentes e conduzir o seu próprio destino. Quando fiz Medicina há muitos anos, a minha turma de 80 alunos tinha apenas quatro mulheres. Hoje, em muitas faculdades, elas são maioria. Isso demonstra que os tempos mudaram e para melhor. O feminicídio tem aumentado, pois é um crime passional em que o homem não aceita o abandono e a independência delas! Existe aí, também, uma questão hormonal (testosterona) que determina a agressividade – e a maior força masculina. Educar pode minimizar, mas não resolverá definitivamente o problema. Registrar um Boletim de Ocorrência (BO) é necessário, mas abrigar as queixosas com segurança, impedindo o acesso do agressor, é medida imprescindível e imediatamente efetiva.
Décio Antônio Damin, Porto Alegre, via e-mail
Fotografia
No dia 19 de agosto, foi celebrado o Dia Mundial da Fotografia. Lembro quando nos espantávamos ao ver, há muitos anos, nas coberturas jornalísticas da Europa e dos Estados Unidos, um grande número de turistas, principalmente orientais, munidos de suas máquinas fotográficas. Eram verdadeiras multidões a registrar arquiteturas históricas e modernas. Na época, pensava que eles, os turistas, ao invés de se deliciarem com as visões e aproveitarem os momentos únicos, clicavam suas máquinas analógicas incessantemente. Lembro também de uma fotografia, que mostrava esse frenesi, com uma única pessoa na multidão que aproveitava o momento sem uma máquina fotográfica. E ela parecia estar embevecida com o que via. Uma das fotografias mais marcantes, para mim, foi aquela estampada na edição especial do Correio do Povo “Porto Alegre, 3 de maio de 2024”. É com esta foto de capa e contracapa do caderno especial (CP, 4/5/2024) do Mercado Público e da Prefeitura invadidos pelas águas, que homenageio todos os fotógrafos, profissionais e amadores, que buscam o fato, a beleza e a tragédia. A fotografia é belíssima e ao mesmo tempo tenebrosa pelas consequências.
Rubens G. de Souza, Porto Alegre, via e-mail