Do Leitor

Ciclos da água

Segundo previsões da meteorologia, continuaremos a ter chuvas fortes isoladas e abafamento no Estado, o que indicaria tempo chuvoso, provocado por um rio atmosférico no Rio Grande do Sul, nome oficial para os rios voadores vindos da Amazônia, que felizmente continuam a provocar chuvas na Região Sul. Aqui, cidades como Senador Salgado Filho, Porto Vera Cruz e Frederico Westphalen contabilizaram vários prejuízos com as chuvas recentes. Prejuízos como estes, resultantes das mudanças climáticas, poderiam ser resolvidos a partir dos projetos do arquiteto chinês Kongjian Yu, as chamadas cidades-esponjas. Yu, que morreu em um acidente aéreo ao visitar o Pantanal recentemente, afirmava que precisamos aprender a conviver com os ciclos da água e devolver espaço à natureza dentro da cidade, não avançando e construindo sobre as áreas naturais de alagamento. Ou seja, não se pode aterrar os locais por onde as águas escoam quando as chuvas são volumosas. É preciso preservá-los.
Domenico W. Lancaster, Porto Alegre, via e-mail

Infraestrutura no Litoral

As prefeituras dos balneários nos litorais norte e sul do Estado estão atuantes para receber o fluxo de turistas e veranistas na orla dessas praias. No entanto, segundo a leitora Marina T. Gonçalves (CP 15/12) há balneários que não são bem assistidos por falta de cuidados permanentes das respectivas prefeituras municipais. Por exemplo, nas guaritas que têm de abrigar os guarda-vidas para que eles realizem o trabalho de salvar os banhistas de afogamentos. Atualmente há 198 guaritas no Litoral Norte, 27 no Litoral Sul e 30 em águas internas, como rios e lagos no Estado. Há muitas em estado precário, como em Arroio do Sal, por exemplo, com 22 pontos identificados, dos quais seis não possuíam guaritas instaladas. O que fazer?
Giselda F. da Luz, Porto Alegre, via e-mail