Cinco mil cicatrizes
Um mapeamento realizado pela Ufrgs estima que as chuvas que afetaram o RS, entre os dias 27 de abril e 14 de maio, provocaram o maior evento de movimentos de solo e rocha nas encostas já ocorrido no país. Segundo a universidade, são mais de 5 mil cicatrizes de movimentos de massa em função das precipitações de maio. O trabalho se iniciou no dia 4 de maio e a tendência é que o número aumente. Poderá ser superior a 12 mil. A área total do mapeamento, chamada de Região Hidrográfica do Guaíba, possui, aproximadamente, 12 mil km2 e compreende as bacias hidrográficas dos rios Taquari-Antas, Caí, Sinos, Pardo, Alto Jacuí e Vacacaí-Mirim.
André L. J. da Silveira, Porto Alegre, via e-mail
Junho anormal
Os meteorologistas do Tempo e Clima (CP, 22/6) nos advertem sobre os efeitos anormais do clima no Rio Grande do Sul e nas demais regiões do país. Eles falam de temperaturas altas excepcionais neste mês de junho devido a uma grande massa de ar quente e seco sobre o centro do país e de chuvas frequentes e volumosas retidas no RS. Os elevados volumes deverão impactar o rio Jacuí e, por um efeito dominó, o Guaíba. Quando é que essas chuvas irão parar? O que irá nos acontecer no verão? Tempo seco e temperaturas altíssimas como as verificadas no restante do mundo, como nos Estados Unidos, na Índia e Arábia Saudita, no Oriente Médio?
Armando G. Souza, Porto Alegre, via e-mail
Apelo
O ministro da Reconstrução do Rio Grande do Sul pediu para que a população ajude a aquecer a economia do Estado e disse que é preciso que as pessoas voltem a frequentar bares, restaurantes, hotéis e movimentar a economia. Os proprietários de bares e restaurantes anunciaram demissões, mas os preços cobrados por esses estabelecimentos estão exorbitantes. Como é que nós, que ainda trabalhamos, iremos enfrentar essa inflação? E os desempregados como irão fazer? Aumentar ainda mais o mercado informal?
Renato B. de Sousa, Porto Alegre, via e-mail