Compasso de espera
O contrato de concessão da Malha Sul termina em 2027 e o relatório do Ministério dos Transportes sobre a atual situação das estradas de ferro no RS previsto para o segundo semestre - e estamos no final de dezembro -, ainda não foi publicado (CP, +Domingo 21/12). Com a atual concessão, a situação é ruim, pois a ajuda que as ferrovias trariam para o desenvolvimento gaúcho ainda não foi resolvida. Vamos ter de esperar. Ao longo de décadas, as ferrovias foram sucateadas pelo advento do transporte rodoviário e seu grande lobby. O secretário estadual adjunto de logística e Transportes, Clóvis Magalhães, admite que estamos sucateando nossas rodovias por falta de uma ferrovia capaz de nos atender. A infraestrutura rodoviária está sendo prejudicada devido ao intenso tráfego de veículos pesados como os caminhões bitrem.
Domenico Lancaster, Porto Alegre, via e-mail
CPMI do INSS
A roubalheira dos segurados da Previdência Social, alcançando valor gigantesco, ensejou, além da natural atuação da Polícia Federal, a CPMI em curso. Está lenta e dificuldades estão sendo criadas. Inclusive indeferimento da oitiva de filho do presidente da República. Evidente que, ao contrário de análise sobre deferimento de qualquer depoimento, não apenas o ora mencionado, toda e qualquer proposição, em nome da seriedade, tem de ser acolhida. Agora, ação da Polícia Federal, numa reafirmação de que a falcatrua qualificada, chegou a um senador, ocupante de cargo de relevo na Casa Legislativa, e a um assessor da presidência do INSS. Ambos terão de ofertar convincentes explicações. Momento para fazermos um apelo ao aprofundamento das investigações sem poupar ninguém e com urgencialização. O custo da CPMI tem de ser recompensado com os resultados e os aposentados e pensionistas sem prejuízos. É possível?
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim, via e-mail