Comportamento
Os eventos climáticos que nos atingem devem servir de alerta e de mudança de comportamento da população em geral no sentido de cuidar da natureza. Não é só culpar o governo pelos estragos. Todos somos responsáveis pelo destino correto do lixo, pela correta localização das moradias, pela importância da arborização, particularmente nas orlas das nascentes e rios. A natureza merece ser respeitada, caso contrário, os eventos adversos voltarão a ocorrer e com maior intensidade.
Sebastião Cruz, Passo Fundo
Uma autora universal
Ler Rosa Montero é caminhar por algumas estradas esburacadas que, às vezes, fazem uma bagunça mental em quem está lendo. Ela possui uma escrita limpa, direta, mas, ao mesmo tempo, simples, sem arrogância ou pretensas alterações linguísticas, e demonstra maestria ao transformar assuntos pessoais em obra de arte nas suas escritas. Ainda aconselho as leituras dos livros dela. Eu indicaria começar pelo livro “A boa sorte”, em que lemos algumas passagens como esta: “Mas, nele, há algo deslocado, algo fracassado e errôneo. Uma ausência de esqueleto, por assim dizer”. Nessa narrativa, temos amor, mistério e recomeço; poderíamos dizer que é uma história de esperanças. A autora publicou romances de grande repercussão, como “A louca da casa” (2003) e “A ridícula ideia de nunca mais te ver” (2013). Também explorou temas sobre criação artística e mente em “O perigo de estar lúcida” (2022). Recebeu o Prêmio Nacional das Letras Espanholas em 2017 pelo conjunto de sua obra. Um dos principais nomes da literatura espanhola contemporânea, Rosa Montero nasceu em Madri, em 1951. É autora de diversos livros aclamados mundialmente. Sua literatura nos lembra que, mesmo nas estradas mais esburacadas da vida, ainda é possível encontrar caminhos para o recomeço.
Marisa Piedras, Porto Alegre