Concordância
Concordo com Paulo Cesar Gonçalves (CP, 20/02). Mão de obra qualificada existe, mas tem preço e está tudo certo. Mas, por outro lado, realmente os benefícios criados pelo governo federal estão deixando a mão de obra que exige menos qualificação escassa. Simplesmente porque alguém trabalharia 8 horas por dia, de segunda a sexta, para ganhar um salário mínimo, se recebe Bolsa Família, auxílio gás, redução na conta de luz, alguns até auxílio-reclusão? Os benefícios aumentam para quem tem mais filhos e cada município ainda tem outros benefícios específicos. Com pouco esforço, facilmente conseguem mais que um salário. Então, para que trabalhar?
Daniel Diehl, Porto Alegre, via e-mail
Penduricalhos
O juiz populariza ainda mais a expressão penduricalhos. O presidente sacode os balangandãs dele e chegam notícias sambadas de todos os cantos. O País do Carnaval é mesmo uma maravilha. Além de agora festejarmos o pré, o próprio e o pós, todos os blocos se mantêm alinhados, incluindo a política, a Justiça. E as lambanças que se estenderão durante o ano.
Marli Gonçalves, São Paulo (SP), via e-mail
Impunidade
Já de algum tempo, com agravamento agora, emergindo práticas ilegais e absurdas, conveniente assumamos, como seres pensantes e almejando o melhor, posições saudáveis. Afinal, somos fiscais prevalentes de tudo. Ninguém detentor, por mais expressivo o cargo sendo exercido, da “vacina” da impunidade. Significa que todos, no exercício de atividade pública, em praticando qualquer ilícito, alcançando a órbita penal ou a administrativa, a exemplo do que acontece na área privada, não só eventualmente afastamento temporário, mas responsabilização ampla. Quem protege infrator, por sentimento corporativista ou não, igualmente exposto à penalização. A sociedade séria e comprometida com a prática do bem, tenhamos convicção, sempre possível. Pensemos.
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim, via e-mail