Do Leitor

Corrupção e omissões e nossas pragas

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Corrupção e omissões

Embora tenhamos mais de 300 bilhões de dólares em reserva, supostamente atribuídos à Operação Lava Jato, ainda falta dinheiro para cumprir com as obras da enchente de maio de 2024, que, pelo volume das chuvas, maiores que em 1941, causaram muito mais estragos e mortes com dezenas de pontes e quilômetros de estradas estaduais, municipais e federais que foram levadas pelas correntezas e danificaram casas e comércio de milhares de famílias. Muitos ainda não receberam casas definitivas nem ajuda de custo para compensar os prejuízos das enchentes. Pois, na minha opinião, aqueles bilhões de reais e mais o que teria ficado ajustado que devolveriam aos cofres do governo federal, com certeza, dariam para acelerar o atual PAC e ajudar efetivamente a se fazer o que tem que ser feito. A corrupção havida no Brasil e em outros países prejudicou milhares de pessoas e atrasou o nosso desenvolvimento. Temos milhões sem alfabetização, sem domínio da matemática e, para piorar, perdemos escolas técnicas que poderiam formar centenas de jovens e adultos para serviços gerais. Mão de obra simples para serviços primários. Pelo menos teriam trabalho e, se não recebessem, o governo faria uma complementação de forma trimestral, sob rigoroso cadastro único.
Ramiro Nunes de Almeida Filho, Porto Alegre, via e-mail

Nossas pragas

Primeiro foi a dengue, em fevereiro, sendo que o pico da doença e suas consequências, causadas pelo mosquito Aedes aegypti, ocorreram em Viamão, em abril, estendendo-se para Porto Alegre, Região Metropolitana e outros municípios num total de 165 cidades com mais de 3.700 casos. Não bastasse isso, o aumento de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) em adultos e crianças, na Capital, está levando a Secretaria Municipal de Saúde a elaborar, nesta semana, novo decreto de situação de emergência para enfrentar a superlotação de leitos nos hospitais, devido ao aumento dos casos respiratórios. E o retorno do frio, ao invés de causar a hibernação do mosquito, foi o contrário. O Aedes acostumou-se com a baixa temperatura e continua causando danos. E o inverno ainda não começou. No dia 17 da semana passada, o jornal estampou como manchete “China e União Europeia suspendem a compra de frango do Brasil”, com a informação de que a gripe aviária havia sido detectada em uma granja de Montenegro, causando inicialmente a morte de 17 mil animais. São as nossas pragas. E desculpem pelo esquecimento: a chikungunyia também está entre nós, que celebramos um ano da maior enchente histórica de Porto Alegre, do Estado e provavelmente do país.
Ramiro A. Santos, Porto Alegre, via e-mail