Do Leitor

Crime hediondo, dinheiro dos aposentados, bebês reborn e vírus agressivo

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Crime hediondo

“A felicidade do pobre parece/A grande ilusão do Carnaval/A gente trabalha o ano inteiro/Por um momento de sonho, pra fazer a fantasia/De rei, ou de pirata, ou de jardineira/E tudo se acabar na quarta-feira.” Do magnífico Tom Jobim (1927-1994) em “A Felicidade”. Pois, neste Brasil dos Anos 20 de discursos falsos e de promessas nunca cumpridas, a gente trabalha a vida inteira sonhando com uma merecida aposentadoria. No entanto, os mais humildes aposentados são furtados durante anos por agentes do governo, justamente aqueles que deveriam beneficiar os trabalhadores. E no país da burocracia (a vítima tem que provar que foi lesada) e da impunidade (“não dá em nada”), o sentimento é de desalento e de desesperança quanto à devolução do total do que foi covardemente furtado/roubado.
Sérgio Becker, Porto Alegre, via e-mail

Dinheiro dos aposentados

Concordo com o leitor Ramiro Nunes de Almeida Filho (CP, 15/5), que lembrou os processos reivindicando reajustes nas poupanças das décadas de 80 e 90, quando milhares de aposentados foram lesados pelos planos Bresser e Collor I e II. A justiça dos estados deu ganho de causa para reajustes, porém bancos e o governo federal alegaram inconstitucionalidade e os processos foram para o STF, onde estão até hoje aguardando a ordem para os bancos honrarem com o julgamento favorável “aos velhinhos aposentados”.
Alberto W. da Silva, Porto Alegre, via e-mail

Bebês reborn

O fenômeno dos bebês reborn (renascidos), bonecos hiper-realistas, foi tema recorrente pelas narrativas de “pais” que disputam a guarda de seus renascidos e de “mães” que levam esses bonecos a consultas pediátricas e até intentam direito à fila preferencial quando na posse deles. Que esses bonecos de vidro moído ou silicone sejam objeto de coleção ou tragam alivio para transtornos ou carências emocionais, nada a estranhar. O bizarro, e inconcebível, é seus donos pretenderem que eles possam ter algum direito como se personalidade civil tivessem. À luz do ordenamento jurídico do país, esses “bebês” constituem meros objetos, desprovidos de personalidade jurídica e, consequentemente, incapazes de figurar como sujeitos de direito. O fundamento é a própria natureza da personalidade civil, que é atributo exclusivo de seres humanos e de entidades organizacionais. Ainda bem! As intermináveis filas do SUS precisam andar com urgência, assim como a das crianças e adolescentes que buscam um lar.
Natalia Setúbal, Porto Alegre, via e-mail

Vírus agressivo

Um vírus antigo voltou a disseminar-se no pobre país. Mais agressivo que o Aedes aegypti, Covid-19 e influenza. Trata-se do Falcatruam brasilis, que está muito atuante no país e sem vacina disponível.
João Macedo, Itaqui, via e-mail