Crise do INSS
A notícia, que virou manchete em todo o país, “INSS começa hoje a devolver R$ 292 milhões em descontos indevidos” (CP, 26/5), na segunda-feira, é referente apenas ao que foi desviado em abril. Repetindo, só estão pagando, até o dia 6, o furto, o roubo, o desvio dos aposentados e pensionistas de abril. E o que houve desde o início do ano, nos últimos anos, mês a mês? O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em notícia de ontem (CP, 27/5), fez uma estimativa de que a conta será entre R$1 bilhão e R$2 bilhões. Conforme o ministro, ainda não se sabe como se dará o ressarcimento, se será preciso a abertura de crédito extraordinário ou se os valores bloqueados de sindicatos e associações envolvidos serão suficientes para pagar os mais de 2 milhões de vítimas desse golpe. Vejam só o tamanho e a extensão desse ato criminoso que estava impune.
Elenara L. de Souza, Porto Alegre, via e-mail
Furto de fios
O crime praticado por ladrões que furtam fios e cabos não é de hoje. É antigo e recorrente e tem de ser combatido, pois vai, segundo o jornal (CP, 27/5), desde um simples furto de fios a problemas sérios para os usuários de Internet. É uma chaga, uma realidade incômoda que prejudica usuários, trabalhadores, comprometendo o funcionamento de hospitais, escolas, delegacias na reportagem de Felipe Faleiro. Em abril, foi recuperada mais de uma tonelada de cobre furtado da rede elétrica, informou o Grupo Equatorial. Acredito que, para estancar essa sangria, deveria haver maior mobilização das duas polícias e da Guarda Municipal durante as noites e madrugadas de Porto Alegre, propícias para furto que eu chamaria de qualificado.
José Roberto J. da Silveira, Porto Alegre, via e-mail
Bets
Empresas ganhando bilhões de reais de ludopatas (viciados em jogos de azar) que acreditam poder ganhar dinheiro e viver dos lucros proporcionados, usam duas frases irritantes que pretendem eximi-las de culpa: “Site proibido para menores” e “Jogue com responsabilidade”. Poderiam acrescentar outra: “Jogos proibidos para beneficiários do Bolsa Família”.
Décio Antônio Damin, Porto Alegre, via e-mail