Crises, falsidade e educação
Em cartas dos últimos dias, os leitores demonstraram suas preocupações com a atual situação de Porto Alegre e do país. Para o leitor Roberto Silveira, que cita o artigo "Só a educação salva" de Gilberto Jasper, a falta de educação da população, só presente no período eleitoral, está no cerne do comportamento destrutivo de parte do povo, que ignora as normas de convivência social. Mario Pizzutti mostra-nos que vivemos em um mundo fake, irreal com muita falsidade e olho grande por dinheiro fácil e poder. E, com tudo isso, diz ele, o país ainda se "arrasta legal". Seríamos uma potência agora se não estivéssemos sendo furtados há décadas, como revela Ramiro de Almeida Filho, devido a um sistema viciado atolado em escândalos. E, finalmente, a leitora Rosangela Sperb escreve sobre a lentidão em julgar e em condenar os crimes ambientais, cujas multas são prescritas em cinco anos. Há muita coisa a ser feita. Precisamos arregaçar as mangas e trabalhar.
Alberto W. da Silva, Porto Alegre, via e-mail
Corrupção
Rica, vaidosa e sofisticada, a corrupção tem um roupeiro cheio de roupas bonitas e se veste de múltiplas formas. Desde a comissão de 10% até em contratos de advocacia de familiares de autoridades. Cruel, ela rouba de pobres e indefesos aposentados. Sofisticada, ela age em viagens de autoridades, mas aí é difícil de ser vista, porque se protege com a capa do sigilo. Enfim, mais do que as instituições, a corrupção é imortal.
Sérgio Becker, Porto Alegre, via e-mail
Insegurança
A sensação de segurança que tínhamos com o trabalho das nossas polícias, civil e militar, não é a mesma com as recentes mortes do agricultor e dos feminicídios. Ela está mais para insegurança. Não me sinto segura.
Marina Gonçalves, Porto Alegre, via e-mail