Do Leitor

Crítica social e literatura, Supremo.

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Crítica social e literatura

O autor Ignácio de Loyola Brandão é um renomado escritor, jornalista e imortal da Academia Brasileira de Letras, nascido em Araraquara (SP), no dia 31 de julho de 1936, e pertence à geração literária do pós-modernismo. Possui uma ficção engajada e distópica, com uma prosa direta, fragmentada e de forte tom crítico contra a opressão, a burocracia e a degradação ambiental. Suas narrativas misturam delírio, fantasia e realidade social, mapeando traumas da ditadura militar brasileira e colapsos ecológicos em obras célebres, como na obra distópica “Não Verás País Nenhum” (1981), em que mostra um futuro no qual o meio ambiente foi destruído e o país vive uma crise extrema. Temos a obra “Zero” (1975), que retrata a violência e a opressão da ditadura militar no Brasil. É um dos livros mais famosos do escritor e foi proibido pela censura na época. Temos o livro “Bebel Que a Cidade Comeu” (1968), que foi o primeiro romance do escritor. Retrata a vida urbana e as transformações da cidade de São Paulo. Eu indico iniciar a leitura do autor Ignácio pelo livro “O Homem do Furo na Mão” (1987), que é uma coletânea de contos que abordam o cotidiano, a solidão e as estranhezas da vida moderna nas grandes cidades. Arrisque-se pelos caminhos distópicos e fantásticos de Ignácio de Loyola Brandão.
Marisa Piedras, Porto Alegre

Supremo

Olhei parte da sessão de terça-feira no STF e fiquei embasbacado. O que vi foi uma pantomima, um show de horrores, um verdadeiro circo armado com o suado dinheiro do povo. Ouvi os doutos ministros falando em causa própria e até ofendendo-se mutuamente. O mais espantoso, porém, foi ver um dos ministros, suspeito de manter diálogos inapropriados com um criminoso, participando da sessão que iria analisar se ele mesmo seria investigado ou não. Presumo que essa seja a maior excrescência jurídica já ocorrida no nosso ordenamento jurídico.
Nolfeu Barbosa, Montenegro