Do Leitor

Crônica, crueldade e sinais.

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais.

Crônica

Lendo a leitora Maria Alice Braga, (CP, 20/6) sobre Manoelito de Ornelas, gaúcho do Itaqui, encantei-me com sua descrição. Gostaria de ler a crônica publicada no espaço "Prosa das Terças", jornal Correio do Povo, no dia 3/1/1967, intitulada "No refúgio das memórias".

Ligia Maria Velho, Porto Alegre, via e-mail

Crueldade

Neste sábado, 21 de junho, o jornal Correio do Povo, na página 8, noticiou o caso gravíssimo de uma criança de 10 anos, do Suriname, torturada e morta pelos pais adotivos, oriundos do Pará e residentes em Canela, RS. O inocente teria sofrido diversas agressões dos responsáveis e veio a óbito no hospital. Pergunta-se: que mal pode fazer uma criança de 10 anos a ponto de seus responsáveis traírem sua confiança e esperança de zelo e a maltratarem a ponto de fazê-la perder a vida? Se confirmados tais fatos, horrorosos e cruéis, o que podemos esperar da humanidade?
Pedro Luís Vargas Viegas, Porto Alegre. via e-mail

Sinais

Carros luxuosos, daqueles que fazem os aficionados por automóveis torcerem o pescoço para admirar, são os preferidos dos ostentadores, afinal, ser notado é o que importa. Porém, a ostentação torna-se ostensiva: mais carros, mansões, roupas de grife, viagens nababescas e por aí vai. Então, descobre-se que o ostentador possui apenas um emprego razoável, incapaz de proporcionar, nem em cem anos, o padrão de vida que exibe. Surge a pergunta: os setores de compliance, tanto públicos (federal, estadual e municipal) quanto privados, não observam esse meteórico aumento patrimonial? Não percebem os sinais de que algo, na situação daquele funcionário ou servidor público, está muito além dos limites de sua remuneração? Não há quem se pergunte como ele conseguiu acumular tudo isso da noite para o dia? Se os sinais são públicos, o silêncio institucional também merece explicações.
Marcus Aurelio de Carvalho, Santos (SP), via e-mail