Cultura e convivência urbana
Repete-se em vários sábados a ocorrência de um evento de música popular com som muito alto, feira de quinquilharias e food-trucks em frente à Biblioteca Pública do Estado. A BPE está situada em um prédio de grande valor histórico e um acervo bibliográfico inestimável, o que a torna relevante por si só. Tem papel fundamental na acumulação de obras raras e na disseminação da leitura. A obstrução do trânsito local e o incômodo aos moradores, numa área onde predomina a população idosa, porém, não se justifica. O Centro Histórico possui amplos espaços de melhor circulação e mais adequados para o barulho de shows e instalação de feiras esporádicas, sem prejuízo da convivência urbana. É imperioso que as autoridades locais reavaliem a situação, preservando o sossego de moradores e visitantes da nossa Capital.
Luis Augusto Fialho de Fialho, Porto Alegre, via e-mail
Centro Histórico
Saudades do Cine Ópera e do Café Rian, que existiam numa Rua da Praia, que era palco de compras, de encontros e de convívio social. No entanto, simultaneamente à redemocratização, começou um processo de degradação do Centro Histórico, que hoje é poluído, sujo, mal iluminado e tão inseguro que virou cenário de 20% dos assaltos cometidos na cidade. Preocupados com a violência incontida, vereadores convocaram autoridades para uma reunião da Comissão de Segurança Urbana da Câmara (CP, 4/9). Entre os convidados, o secretário de Planejamento e Assuntos Estratégicos, Cezar Schirmer, que tentou minimizar o grave problema, afirmando que, comparativamente a outros bairros da Capital, o Centro é mais seguro. Perdão, secretário: a cidadania não sonha com um paraíso, mas tem o direito a uma cidade com um mínimo de segurança. No entanto, a partir das 18h, as pessoas não saem: elas fogem do Centro como quem se afasta de local com malfeitores, pessoas relaxadas e autoridades incapazes de bem administrar.
Sérgio Becker, Porto Alegre, via e-mail
Falta de alimentos
A alimentação forma paladares, une as pessoas, transmite hábitos e valores através de gerações. A injusta distribuição dos alimentos gera a fome, que atormenta grande parte da população. Dentre todos os problemas alimentares, o pior é a má distribuição dos alimentos, pois, enquanto uns adoecem por comer demais, outros adoecem e até morrem por não terem o que comer.
Nety Maria Heleres Carrion, Porto Alegre, via e-mail