Custo desnecessário
Baseado na notícia que saiu no Correio do Povo, "Polícia Penal faz revista em Charqueadas" (CP, 4/7), vê-se que muitos agentes da polícia penal fizeram uma operação para limpar o presídio, tendo como foco maior em drogas, armas e celulares. O Estado tem um custo desnecessário por deixar acontecer tais absurdos. Este dinheiro da operação poderia ser gasto antes em prevenção e melhorias nos presídios para ter melhor e eficiente fiscalização, pois apenados comandam o crime dentro da cadeia, sendo muitas vezes o motivo que os levou a ficarem presos, uma contradição total. Falar em baixar índices de criminalidade, tendo debaixo do tapete o que vai correndo à solta, é jogar a toalha? Fica um "faz de conta" que prejudica o povo. Este tipo de problema é pedra no sapato na agenda Brasil no quesito segurança pública. Até quando vamos conviver com isso tudo?
Eduardo Bento Sica, Porto Alegre, via-email
Polícias necessárias
A Polícia Penal do RS vem participando da oitava fase da Operação Mute, com o objetivo de combater as organizações criminosas no interior dos estabelecimentos prisionais, com revistas surpresas em todos os estados e no Distrito Federal. Estas ações contam sempre com a atuação de policiais penais federais, estaduais e distritais. Não acredito que existam outras formas de coibir as organizações criminosas, pois as ações de enfrentamento às comunicações proibidas no sistema prisional no país influenciam diretamente na diminuição de assassinatos dentro e fora dos presídios. Parabéns às polícias. Está voltando a sensação de segurança na população brasileira.
Alberto W. da Silva, Porto Alegre, via e-mail
Assalto moderno
Causou espanto e surpresa esse ataque hacker ao Sistema Bancário Nacional. Espanto pelas somas vultosas que foram desviadas, que oscilam entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão. A surpresa fica por conta da segurança bancária tão alardeada no país e que falhou profundamente. Quem entende um pouco de informática sabe que os bancos possuem um rigoroso sistema de firewall que, mesmo assim, não conseguiu conter esse ataque, o que leva à suspeita de que pode ter havido participação interna. Esse é um tipo de assalto moderno, no qual o bandido não precisa entrar no banco, não se expõe a riscos físicos e leva a quantia que quiser. Viva a modernidade!
Nolfeu Barbosa, Montenegro, via e-mail
Duas inflações
Existem dois índices de inflação: um oficial e um real. O primeiro é manipulado pelos governantes e digerido pelo mercado, e o segundo é sofrido pelo povo. Recolho do arquivo um recorte de jornal, edição de 13/11/2014, que anuncia salmão fresco por R$ 18,90 o quilo. Peço a um estudante e técnico em informática para calcular o índice acumulado da inflação neste período de onze anos. Resultado: pelo índice oficial, o quilo do salmão deveria custar hoje R$ 34,94, quase o dobro de antes. Vou ao supermercado e o salmão é oferecido por R$ 64,80 o quilo, mais que o triplo do preço antigo. O que prova a grande diferença e a existência de dois índices de inflação. Elementar, meu caro IBGE.
Sérgio Becker, Porto Alegre, via e-mail