Do Leitor

Dívida do Estado, atrasos, como gastam e guerra nuclear?

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Dívida do Estado

A relação de endividamento do nosso Estado com a União data de muitos anos. No distante 1998, foi implantado o parcelamento. A cada momento, fruto de indexadores considerados, o volume se agiganta. A tal ponto, ressalte-se, que a OAB ingressou com ação no STF, em 2012, discutindo que, excluídos acréscimos exorbitantes e atentando para o já pago, seria alcançada a quitação. Como esperado, a União discordou, mantendo o quantitativo exagerado. Ocorreu, faz poucos meses, audiência para tentativa de conciliação, sem êxito, como previsível. A partir de maio deste ano, suspenso o pagamento por três anos, constituindo posição que não resolve, mas dir-se-ia melhor do que nada. O valor pretendido, ignorada a ação judicial, aproxima-se de noventa bilhões. Evidente que impagável. Fato superveniente, que tem de ser apreciado, tornando mais impagável ainda, desculpem a redundância, a tragédia climática que arrasou o nosso Estado. Nos três anos de suspensão de pagamentos, estaremos em trabalho de reconstrução. Parece-nos, sem censura a quem eventualmente pense o contrário, governo do Estado, Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas, Famurs e entidades várias, em união indissolúvel, desenvolvam trabalho incorporando o objetivo buscado pela ação da OAB. O silêncio trará preço muito elevado.
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim, via e-mail

Atrasos

A dragagem emergencial está sendo vista como a única saída para a remoção dos navios que estão fundeados no Canal de Itapuã, já que não choveu o suficiente para a retirada natural das embarcações, frustrando as expectativas (CP, 20/11) como disse Marina T. Gonçalves. A remoção dos sedimentos é considerada a melhor alternativa, mas há os trâmites burocráticos.
Marialva W. Schmidt, Porto Alegre, via e-mail

Como gastam

O dinheiro aportado no Bolsa Família objetiva ajudar na subsistência dos muito pobres e serve para despesas básicas como alimentação e habitação. Uma vez doado o dinheiro, não cabe ao doador vigiar para saber como ele vai gastar. Cada um deve saber onde lhe aperta o sapato. Agora, uma vez identificado o gasto de bilhões por esses beneficiários em apostas nas bets, cabe saber se eles eram realmente necessitados. Sugiro que uma vez identificado, nessas circunstâncias, o benefício seja cortado e que se verifique se aquele bolsista era realmente o necessitado que dizia ser. É uma medida simples e educativa.
Décio Antônio Damin, Porto Alegre, via e-mail

Guerra nuclear?

A Ucrânia divulgou que na terça-feira disparou mísseis ATACMS, autorizados por Washington, contra uma posição do exército russo em Briansk. Enquanto os russos prometiam retaliar, países vizinhos, como a Suécia e a Finlândia, começaram a preparar as populações para uma possível guerra. Será o início de um conflito nuclear? Para o bem do mundo, acho que não.
Abílio S. de Lima, Porto Alegre, via e-mail