De quem é a culpa?
Mais de 500 anos de péssimos governos, decisões equivocadas, mordomias com dinheiro público, erros administrativos, desvio de verbas da saúde, educação, infraestrutura e segurança levaram a isso que está aí. Classes privilegiadas com altos salários, penduricalhos e aposentadorias integrais, sem falar nas falcatruas, lesam o país em detrimento de muitos, pois consomem bilhões de reais. A proliferação da falcatrua atingiu a população em geral, que não tem bons exemplos da ilha da fantasia. Dizem que havia um grande projeto para construção de ferrovias de integração, assentamentos agrícolas com infraestrutura de cidade e hospitais estratégicos em cada estado do país, além de escolas públicas de alto nível, com professores bem pagos. O que se fez foi construir a rodovia transamazônica e uma cidade de utilidade duvidosa, com gastos extravagantes e abandono das reais necessidades. O Brasil deveria ser a terceira ou quarta maior economia do mundo, se bem governado. E, hoje em dia, percebendo que fracassamos, a direita culpa a esquerda e vice-versa num jogo de vaidades ideológicas sem nenhum efeito prático. As consequências são milhões de miseráveis, analfabetos e famintos.
João Macedo, Itaqui, via e-mail
Vigilante Rodoviário
O tenente-coronel da PM Carlos Miranda, conhecido por protagonizar uma das mais populares séries brasileiras “O Vigilante Rodoviário”, na TV Tupi, morreu na madrugada de segunda-feira, aos 91 anos, em São Paulo. Considero a publicação da notícia uma homenagem do jornal a Miranda, que ficou nacionalmente conhecido ao interpretar o inspetor Carlos nesta série policial que foi exibida nos anos 1960 (CP, 18/2). A bordo de uma Harley-Davidson ou de um Simca Chambord, acompanhado do cão Lobo, o inspetor Carlos combatia o crime. Jovens e adultos eram fãs de carteirinha. A série, exibida na década de 1960, tornou-se um marco na TV brasileira, destacando os valores de justiça, bravura e dedicação ao serviço público. Quando o seriado terminou, Carlos foi convidado a se incorporar à Polícia Rodoviária, cuja escola ele havia cursado para interpretar o personagem. Em 1998, passou para a reserva. À família, amigos e fãs, nossas condolências.
Armando G. Souza, Porto Alegre, via e-mail
Recursos públicos
Deve ter muita fartura de recursos sobrando para a reconstrução gaúcha. Foram publicadas no Diário Oficial do Estado, do dia 14/2/2025, autorizações para que 11 servidores da Secretaria da Reconstrução Gaúcha (Serg), sem especificação de cargo/função, se desloquem à capital paulista, entre os dias 24/26, a fim de participar do denominado de “Conferência P3C - Investimento em Infraestrutura no Brasil, direcionada ao estudo das Concessões e Parcerias Público-Privadas”, sendo que consta, também, a participação no "Road Show RS Parcerias". Todos com direito a diárias, passagens aéreas e despesas de deslocamentos. Se não é escandaloso, é, pelo menos, vergonhoso.
Manoel Santos, Porto Alegre, via e-mail