Dengue e chikungunya
Não dá para acreditar que as emergências dos hospitais chegaram a 218% de lotação (CP, 23/4). Entendo que este percentual mostra que não há capacidade para internar os doentes que precisam de cuidados urgentes. Tem razão o leitor Mário de Souza P. Lima (CP, 21/4) de que estavam – e continuam – ocorrendo explosões de dengue em Viamão e Porto Alegre e os hospitais de alta complexidade estão nesta situação, bem como os pronto atendimentos. E agora a chikungunya, que já causou duas mortes no Estado. Será que os governos estaduais e municipais não aprenderam nada com as pandemias e endemias e principalmente com a Covid? Tenho lido e escutado que a saúde é a grande prioridade. Parece que não. O que é necessário fazer para que as pessoas em geral, autoridades e governos prestem atenção no que está acontecendo?
Alberto W. da Silva, Porto Alegre, via e-mail
Barbárie
O editorial “Barbárie contra as mulheres” (CP, 23/4) nos mostra e escancara uma violência que nos surpreende a cada dia que passa. Demonstra que a tragédia dos feminicídios no Estado está recrudescendo. Depois de seis assassinatos contra mulheres em um único dia, na sexta-feira (18/4), mais quatro ocorreram durante o feriadão, “desafiando as autoridades e a coletividade.” Homicídios que ocorreram no Interior, em cidades como Feliz, Serafina Corrêa, Pelotas e Ronda Alta. Concordo em gênero, número e grau com o editorial. Endurecer a legislação é uma das alternativas, mas que deve vir na companhia de iniciativas que possam fazer a diferença no cotidiano das vítimas, como no caso das medidas protetivas, que exigem o monitoramento do agressor em tempo real para que o delito cruel possa ser evitado a tempo. Será que estaremos fadados a um grande fracasso como civilização? Espero firmemente que não.
Armando G. Souza, Porto Alegre, via e-mail
Multas x acidentes
Mais e mais, o estado do RS investe pesado em radares, lombadas, câmeras e uma parafernália eletrônica, além dos policiais em pontos estratégicos, com o claro intuito de multar e arrecadar. Já o número de mortes por acidentes não baixa e deveria diminuir. Um cidadão multado por um equipamento que muitas vezes ele nem avistou, não muda o comportamento e segue em frente com a mesma pressa que estava antes de ser fotografado. Portanto, continua sendo um potencial causador de tragédias. São muitas as mortes no trânsito por erros graves dos condutores e quem deveria controlar e proteger é o Estado.
Edson Mendes, Caxias do Sul, via e-mail