Depois dos 40
A vida acontece depois dos quarenta. Fiz minha primeira viagem internacional depois dos 40 e foi tão bom que fiquei. Aprendi a falar outra língua depois dos 40, conheci um homem de verdade depois dos 40. Ele é mesmo de verdade, não é fake news, não abre a porta do carro para eu entrar, é nota zero na cozinha e não joga futebol com meu filho. Ele é de verdade! Ele elogia a mim outra mulher que ache bonita ou interessante, ele conta-me das cantadas que recebe, que já são poucas depois que passou a publicar fotos minhas nas suas redes, sem motivos e sem datas especiais, não me leva nenhum café na cama, não leva o telefone para a casa de banho ou não anda agarrado a ele. Vai para o trabalho e esquece o telefone em casa. Ah! a senha. Sim é bloqueado com a data do nosso primeiro encontro. Enfim, homens de verdade são frágeis são imperfeitos. Não se iluda com os cavalheiros. Aprecie o imperfeito e o verdadeiro, eles estão menos visíveis ao olho nu.
Jacqueline Tomaz, Quarteira (Portugal), via WhatsApp
Virada
A solidão apavora quando não se vê alguma luz no fim do túnel, até que expire a memória de cada um. No fim do túnel a esperança se faz presente e se manifesta de maneira singela, com a garra de quem deseja que as coisas se modifiquem para melhor. Que se dirijam ao encontro de cada um, com tudo que há de bom, numa virada gigantesca para alcançar aquele que no seu aconchego libera sais da esperança. Esperança que vive nos corações e se bifurca em todas as direções. Nisso se apegam gregos e troianos que fazem parte do mundo em que vivemos. Virada gigantesca para alcançar o outro no seu aconchego, com muita ou pouca virtude conforme a natureza.
Nety Maria Heleres Carrion, Porto Alegre, via e-mail
‘Campereadas’
Jornalista Paulo Mendes, acompanhando suas “campereadas” acreditei que estes causos, colhidos, recolhidos, escritos entre 2002 e 2022 poderiam coincidir com sua temática sulina no nosso Correio do Povo, portanto, alegrei-me em enviá-los. Aqui estão o primeiro e o quinto volumes da série “Comédia Gaúcha”. Talvez venha acontecer comigo o destino de Bocaccio, que acreditava em seus textos teológicos e triunfou com Decameron, a comédia de costumes medievais.
Luiz Coronel, Porto Alegre, via e-mail
Guaíba
Na Europa e nos Estados Unidos as pessoas preferem construir suas mansões na beira de lagos e rios e nada lhes acontece. Por que o nosso Guaíba nos aprontou isso? O problema está na vazão da Lagoa dos Patos, em Rio Grande. Técnicos, engenheiros, governador, prefeito por favor resolvam este problema.
Ivanir Maria Pratavieira, Erechim, carta via Correios