Do Leitor

‘Derrubada de alta do IOF’ e crime organizado

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

‘Derrubada de alta do IOF’

A manchete “Câmara e Senado aprovam projeto que derruba alta do IOF” (CP, 26/6) não poderia ser outra e representou uma derrota ao atual governo do país. A proposta pretendia, com a elevação do imposto, não fazer um contingenciamento de R$ 12 bilhões. Os parlamentares das duas casas utilizaram-se do mesmo modus operandi de um passado não muito recente, quando aprovavam o que lhes interessava durante as madrugadas. Esta foi durante a noite. O placar do plenário da Câmara dos Deputados marcou 383 votos a 98. No Senado, a votação foi simbólica. O texto foi analisado pelos parlamentares após líderes serem surpreendidos com a decisão da Casa de pautar o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) em uma sessão semipresencial em semana esvaziada no Congresso com o rescaldo das festas de São João. A conclusão da análise mostra uma derrota expressiva do governo, que pretendia, com a medida, evitar um contingenciamento nas contas públicas. Mais uma vez, a história dos nossos parlamentos demonstra que a política não é para iniciantes, nem para neófitos. O partido que está atualmente no poder ainda tem muito o que aprender.
Armando G. Souza, Porto Alegre, via e-mail

Crime organizado

Chocante a revelação da coluna “Há um século no Correio do Povo”, publicada no dia 24: “A quadrilha fluminense organizada por um ex-senador”. Acreditava que o crime organizado no Rio de Janeiro fosse “coisa” recente, bem como o envolvimento de políticos e elementos das forças policiais. O texto permite concluir que só mudou o objeto de interesse das quadrilhas, pois foi de bens e propriedades para drogas e jogos de azar. Triste sociedade que precisa conviver com isso.
Augusto Langeloh, Porto Alegre, via e-mail

Três mates

Já estamos há muito tempo nos pensamentos à velocidade da luz, agimos quase no piloto automático. Muitas vezes estamos fazendo algo, mas com a mente muito distante, sem prestar muita atenção ou simplesmente deixando de aproveitar um momento precioso, um pôr do sol, um sorriso. As mídias aproximam quem esta longe, mas afastam quem está a seu lado. Quando eu e minha esposa, estamos a sós tomando mate sempre falo: "Vamos tomar três mates, agora é nosso momento".
Daniel Diehl, Porto Alegre, via e-mail