Do Leitor

Desarmonia ecológica, seca, chuvas e enchentes e redução das pensões por morte

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Desarmonia ecológica

A foto de capa na edição do dia 8 do Correio do Povo, do experiente repórter fotográfico Ricardo Giusti, é uma prova irrefutável da devastação que está sendo cometida no Parque da Harmonia, com prejuízos irreparáveis para a flora e a fauna do lugar. Aliás, o argumento da empresa concessionária do parque, de que só estão sendo retiradas árvores ameaçadas de queda (fitosanitariamente comprometidas), supostamente acusa a Smam de perigosa negligência. Como se pode recordar, na tarde de sábado, 31 de agosto de 2013, no Parque da Redenção, um eucalipto apodrecido caiu sobre um grupo de visitantes, provocando ferimentos graves em duas pessoas e a morte do juiz do Trabalho Lenir Heinen, de 64 anos.
Sérgio Becker, Porto Alegre, via e-mail

Seca, chuvas e enchentes

Seca tem todos os anos, sem exceção. Agora estamos em época de muitas chuvas e enchentes. O que os produtores rurais estão fazendo a respeito? Preparando o enfrentamento da seca do ano que vem, com a construção de cisternas, açudes e toda a gama de meios de segurar água na época da falta ou, como de costume, quando vem a seca, ficam chorando o velho refrão de que o governo tem que ajudar. O governo somos nós, os contribuintes, e muitos dos chorões, na época da água farta, guardaram o lucro que tiveram e gritavam contra o pagamento de impostos que "abafavam a livre iniciativa". Como dizia o meu pai, "privatizam o lucro e socializam o prejuízo!"
Jairo da Silva, General Câmara, via e-mail

Redução das pensões por morte

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ser constitucional o item da reforma da Previdência Social que reduz o valor da pensão por morte para 50% daquilo que o falecido recebia em vida. Desde então, tenho lido nesta coluna inúmeras manifestações contra essa decisão. Não podemos esquecer que essa redução não foi criada pelo STF, mas sim pelo Congresso Nacional, por iniciativa do então presidente, por meio de uma emenda constitucional, em 2019. O STF, consultado, respeitou a decisão tomada pelos parlamentares. A Emenda Constitucional 103/2019, sob o lema “É melhor perder direitos do que perder empregos!”(sic), não só reduziu as pensões como também passou a exigir, para novas aposentadorias, 65 anos de idade e 40 anos de contribuição. E o cálculo, em média, reduzirá o valor da aposentadoria para 70% do que o trabalhador recebia na ativa. A tendência é que, em poucos anos, tenhamos uma multidão de idosos recebendo, na melhor das hipóteses, um salário mínimo de proventos.
Gilsonmar da Costa Martins, Porto Alegre, via e-mail