Do Leitor

Descaso com as ferrovias, dependência da tecnologia e o que será do futuro

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Descaso com as ferrovias

Temos muito a lamentar a catástrofe que atingiu o RS, com milhares de desabrigados, de casas e empregos perdidos, empresas falindo. Tudo isso é relevante e também o trabalho de resgate de pessoas e animais, bem como o trabalho de voluntários acolhendo os atingidos e distribuindo as doações recebidas. Não se vê, porém, nenhuma preocupação com o estado das ferrovias após a catástrofe. Deslizamento de encostas às centenas destruíram diversos trechos, pontes levadas pelas águas. A ligação com o resto do país interrompida via Tronco Sul, internamente as ligações com Passo Fundo e Santa Maria também deixaram de existir. No entanto, apesar da importância do transporte ferroviário para o RS, não há nenhuma preocupação com esses fatos. Está na hora de os agricultores, que são os principais usuários das ferrovias, cobrarem um posicionamento do governo do Estado como da União a respeito. Sem ferrovia não haverá futuro, pois o desenvolvimento passa por ela.
Carlos Rodrigues Ribeiro, Porto Alegre, via e-mail

Dependência da tecnologia

Vivemos na era da tecnologia, que está presente em tudo, mas estamos vivendo como zumbis, fascinados pelas telas. O ser humano está dependente da tecnologia, como se ela fosse uma droga, que vai consumindo o poder de pensar que temos. Ao longo dos anos, fomos capazes de criar e desenvolver vários mecanismos tecnológicos que nos ajudam todos os dias, em tudo que necessitamos para viver. Porém, mesmo servindo como algo que veio para nos ajudar a resolver problemas e dúvidas, o excesso de telas vem nos tirando da vida os momentos bons, pois estamos sempre conectados, virando servos da tecnologia.
Andrey Bilharva Rediees, São Lourenço do Sul, via e-mail

O que será do futuro

Fazendo uma breve reflexão sobre a tecnologia, vêm pensamentos como “se o futuro estiver nas mãos dessa geração Z, nada mais será como antes”. Se nem as crianças têm mais a mesma educação, o mesmo ensino e respeito, o que esperar das próximas gerações que ainda virão? Não sei se a “Inteligência Artificial”, de fato, será algo positivo, pois muitos apenas estão utilizando-a para a prática do mal. Até quando isso vai seguir assim? Essa falta de respeito e compaixão entre as pessoas, um mundo onde ninguém mais se olha, o olho no olho e nem há mais amor, pois a tecnologia e o dinheiro estão sempre em primeiro lugar e o amor é deixado de lado. A ambição é tão grande, que as pessoas se esquecem de serem elas mesmas, na vida real, e não só atrás das telas. Como diria o filósofo Sócrates, “só sei que nada sei”, pois o futuro está nas mãos das novas gerações e se tudo continuar como está, não sei se haverá o dia de amanhã.
Thávilyn Moraes Oliveira, São Lourenço do Sul, via e-mail

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