Descaso com segurados
Aliado aos recentes escândalos anunciados no INSS, o descaso com os segurados é inconcebível. Aproximando-se a data-limite para apresentar à Receita Federal a Declaração de Ajuste do Imposto de Renda, ano-base 2024, milhares de contribuintes não conseguiram a competente Declaração de Rendimentos pagos pelo INSS no ano passado. Igualmente, o acesso aos meios de contato com aquele Instituto requer uma paciência e perseverança sem fim, pois pelo site sempre apresenta erro e pelo telefone 135 é simplesmente impossível, pois a bateria do celular se esgota antes do atendimento. No entanto, é necessário agendar um requerimento pedindo a entrega da Declaração de Rendimentos, pois, se passar do prazo para a entrega à Receita, o contribuinte pagará multa, ou seja, por incompetência do governo, este mesmo governo aplicará uma multa por atraso na entrega da Declaração. É muita incompetência num mesmo lugar.
Carlos Rodrigues Ribeiro, Porto Alegre, via e-mail
Valores dos bens
Hoje, o povo se baseia muito nas mídias sociais e na elevação do status, de acordo com os bens que possui: “Cantor tal atinge a marca de 100 milhões de visualizações”, mas sua gigante casa, de valores inestimáveis, está vazia, sem nenhuma pessoa que o ame, amigos ou um animal de estimação, somente bens materiais. Muitos gostariam dessa riqueza, mas quem conhece bem os valores de um ser humano, um sentimento, uma ação, sabe que valem muito mais que um jet ski, um carro de luxo, talvez um Rolex. Um exemplo é o jogador de futebol, ídolo da torcida, Adriano Imperador, que, no auge de sua carreira, recebia valores altos, pois era muito cobiçado em vários times, mas depois da morte de seu pai, ficou com o sentimento de vazio, o qual nenhum bem supriria. Ele, diante desses fatos, tomou uma decisão, a qual seria voltar ao Brasil, para sua favela, sua família. Não receberia mais milhões, porém estaria com a maior riqueza para quem reconhece o valor dos sentimentos.
Bruno Ramson, São Lourenço do Sul, via e-mail
Bipolar
O mesmo motivo deixa feliz ou triste, dependendo de como a química cerebral atuar. Isso alternando mês a mês ou por hora, talvez anos. É biológico. O apoio médico e psicológico ajuda a controlar o humor e pode-se levar uma vida mais tranquila. Como outras questões de saúde, não há cura, mas há controle. Ao se incomodar com o bipolar, pense: "Se fosse diabetes ou hipertensão, qual seria a minha ação?".
Mára Núbia da Silva, Guaíba, via e-mail