Desrespeito e abandono
Vocês imaginam uma senhora e um senhor idosos numa parada de ônibus por 40 minutos e nada de lotação, ônibus, e temperatura de 35ºC, na parada da avenida Assis Brasil, esquina com a rua Piauí? Duas lotações da linha Dona Leopoldina passaram a mais de 60 km/h e não deram bola para nós, eu com 80 anos e uma senhora com 70 anos, já assoleados e sem esperança. Esperamos das 14h35min até às 15h. Por sorte passou um táxi comum que parou e nos levou para os bairros São João e Floresta. Como explicam este descaso e desconsideração com os usuários, seja a idade que tenham? Depois se queixam de que motoristas ganham pouco, que a manutenção é cara, mas diante de tanta negligência e omissão dos agentes controladores e da fiscalização, a Secretaria dos Transportes e a EPTC deveriam explicar esse caos e o abandono dos usuários.
Ramiro Nunes de Almeida Filho, Porto Alegre, via e-mail
Rodízio de tudo
Vicejam na Capital restaurantes que servem de tudo à mesa e tudo ao mesmo tempo. É isso mesmo, servem à mesa, em rodízio, desde pizzas salgadas e doces, massas de todos os tipos e molhos, a carnes de frango, suínos e cortes como picanha, vazio, filés, juntamente com abacaxi, canela, goiabada, etc. O inusitado é que servem à mesa tudo ao mesmo tempo, sem intervalo de tempo ou divisão de iguarias. Garçons chegam a todo o momento, dois, três, quatro, incessantemente, sem dar oportunidade aos clientes de conversarem, respirarem e, principalmente, de degustarem. Isto não é, nem poderia ser agradável, muito menos saudável, natural, prazeroso. Nem animalesco, pois animais não comem assim. Beira ao grotesco. São, isto sim, enche-barrigas, mata-fomes. Infeliz iniciativa, péssimo negócio. Mas há público. Sempre há. Para tudo.
Pedro Luis Vargas Viegas, Porto Alegre, via e-mail
Posse de Trump
Morreria de fome se dependesse de um comercial para creme dental, nem cito a marca. O presidente Donald Trump, com uma sede por petróleo, esqueceu até mesmo da água, líquido que lhe garante a vida. Citou no seu discurso de posse que os EUA não mais se envolverão em guerras. Tremendo engano. Já arrumou para si três guerras urbanas dentro do próprio país, a comunidade LGBTQI+, o cartel de traficantes do México e a caça aos imigrantes. Que se prepare, pois serão longas.
José Pedro Naisser, Curitiba (PR), via e-mail
Cerveja no boteco
Pena que os frequentes tiroteios no Rio devem ter impedido que o cessar-fogo do Oriente Médio tenha sido celebrado com “cervejas no boteco”. Assim, nosso estadista pacifista pode abandonar o desejo de ser indicado para o Nobel da Paz. Mas a proposta de negociação entre uma cerveja e outra poderia ser aproveitada pelo secretário de Segurança do Rio, pelos líderes das milícias e pelos chefes dos poderosos PCC e Comando Vermelho. Se bem sucedida, a negociação poria fim à queima de ônibus, às barricadas, ao toque de recolher e à morte de inocentes. Enfim, a paz voltaria nas favelas.
Sérgio Becker, Porto Alegre, via e-mail