Do Leitor

Dia dos Pais, fragilidade do RS e histórias e manifestações

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Dia dos Pais

Nesse dia abençoado, elevemos os papais, que nos seus lares amados trabalham, criam demais. Já dizia um bebê, aos quatro meses de idade, “papá”, sem saber o porquê, com enorme qualidade. “Papá” e “mamã” são as primeiras palavras balbuciadas, de pontarias certeiras, gerando emoções encantadas. Ser pai é uma grande magia, que exige imensa doação. É dedicar-se no dia a dia, ofertando seu coração. Pai presente nem se fala! É aquele que acompanha, que dá colo, que não cala, usando sua artimanha. Mesmo um pai ausente não deve ser esquecido! Foi um ser penitente que não quis ser aquecido. Parabéns, queridos pais! Ontem, hoje, sempre. Continuem bastante legais, acolhendo o filho no presente.
Nety Maria Heleres Carrion, Porto Alegre, via e-mail

Fragilidade do RS

A fragilidade do Rio Grande do Sul com relação à crise climática foi prevista pela pesquisadora aposentada do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Thelma Krug no quinto encontro do ciclo de debates pelo Clima, promovido pela Embrapa nesta semana. Thelma coordena o Conselho Científico sobre o Clima, grupo técnico que irá assessorar a presidência da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30). Em Porto Alegre, as explanações foram focadas no Pampa e na Mata Atlântica. Confesso que fiquei preocupada ao ler no jornal, neste sábado (CP, 8/8), sobre o comentário da pesquisadora acerca da rapidez da mudança climática – que está assustando os cientistas. Segundo Thelma Krug, a continuidade de inundações no Rio Grande do Sul é uma preocupação séria nesta região, pois, em um prazo de 75 anos, em 2100, a média de precipitações pluviométricas deverá aumentar em 25%. Estão imaginando o que será do nosso Estado se não tomarmos providências para evitar o que poderá ocorrer?
Valéria S. T. Guarnier, Porto Alegre, via e-mail

Histórias e manifestações

Saudades do jornalista José Mitchell (1947-2016), que trabalhou durante muitos anos na sucursal de Porto Alegre do extinto Jornal do Brasil. Na década de 70, eram frequentes as manifestações estudantis defronte ao Restaurante Universitário na avenida João Pessoa e, após o final, com a dispersão de manifestantes pelo gás lacrimogêneo lançado pelos soldados da BM, nós, repórteres, nos reuníamos para calcular o número mais aproximado possível de manifestantes para ser divulgado nos veículos de comunicação em que trabalhávamos. Até que um dia, o Mitchell nos revelou a descoberta de uma medida francesa, pela qual caberiam quatro pessoas num metro quadrado, o que viria a facilitar e individualizar os nossos cálculos. Hoje, apesar do benefício das novas tecnologias, o cálculo e a divulgação do número de manifestantes estão tão contaminados pela ideologia, que se veem números tão díspares, o que leva a um total descrédito.
Sérgio Becker, Porto Alegre, via e-mail