Direito de ir e vir
Toda e qualquer manifestação é legítima, desde que não prejudique terceiros nem obstrua rodovias. O direito de ir e vir é uma garantia constitucional que deve ser respeitada. Em minha opinião, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) precisa estar atenta a esse tipo de situação. Quem transita pela BR-290, por exemplo, geralmente está com pressa, tem compromissos agendados ou consultas médicas em outras cidades. Bloquear uma rodovia é, no mínimo, desumano. A livre manifestação deve ocorrer sem impedir o deslocamento de quem precisa seguir viagem ou chegar ao seu destino. Muitas pessoas dependem de transporte coletivo para acessar serviços de saúde ou realizar procedimentos importantes e ficar paradas por longos períodos em meio à estrada é inaceitável. Há limites para tudo. O bom senso deve prevalecer. E acredito que todos compreendam bem o que isso significa. Não preciso desenhar.
Guido Ávila, São Gabriel, via e-mail
Futuro dos portos no RS
A burocracia é tanta no setor, aqui no Rio Grande do Sul, que obriga empresas de beneficiamento de madeira a deixarem de utilizar o porto de Rio Grande, preferindo transportar o produto por rodovias e despachá-las por um porto localizado em Santa Catarina. Por isso, admite o leitor José Nestor Klein (CP, 12/6), é imprescindível a viabilização do porto de Arroio do Sal, que conta atualmente com projeto de nova estrutura portuária, no município. O novo plano também conta com os planos de modernização das instalações estatais da Portos RS que já existem no Estado. Em reportagem de quatro páginas, o +Domingo de 1° de dezembro de 2024 mostra que, desde os primórdios, a história e o desenvolvimento do RS passam pelo seu potencial portuário, tanto pelo oceano Atlântico – o porto será offshore, na costa do mar – como por suas águas internas.
Renato B. de Sousa, Porto Alegre, via e-mail
Equívoco
Engana-se o leitor Andrea S. de Taranto ao atribuir a outrem carta publicada neste periódico, de minha autoria, sobre mortes de pobres indigentes de frio e quiçá de solidão, nas ruas da Capital. O texto fora motivado pela excelente coluna do jornalista Oscar Bessi, “Mortes na solidão” (CP, 7/6). O leitor mencionado pelo referido senhor assina carta logo após a minha na edição de 12/6 (imagem reproduzida na própria carta do leitor). O que importa, porém, é acentuar a relevância do tema, que clama urgente solução, como faz, aliás, o leitor ao reproduzir minhas palavras.
Pedro Luís Vargas Viegas, Porto Alegre, via e-mail