Dom Casmurro
O livro Dom Casmurro, de Machado de Assis, é uma narrativa peculiar em primeira pessoa, vista pelos olhos de um Bentinho mal-humorado, envelhecido. Por isso, nos traz um narrador que gera dúvidas constantes. A história traz pistas e contrapistas da suposta traição de Capitu, o que nos leva a acreditar que Bentinho pode ser somente mais um marido “tóxico” do século XIX. Além disso, Capitu continua sendo uma das personagens mais injustiçadas da literatura brasileira. Sua imagem foi moldada pelo olhar de um homem ressentido — o que repercute em debates atuais sobre machismo, julgamento feminino e silenciamento de vozes. Ler Dom Casmurro, hoje, parece ser mais do que revisitar um clássico: é apreender que a dúvida, a manipulação do discurso e a fragilidade da verdade continuam tão presentes quanto no século XIX. É um livro que não oferece respostas fáceis — e talvez seja justamente por isso que ainda seja tão atual. Em tempos de redes sociais, fake news e exposições seletivas da vida, Dom Casmurro dialoga diretamente com a maneira como construímos as verdades. Quem fala? De onde fala? O que é omitido? Leiam, tirem suas dúvidas e respondam: Capitu traiu ou não?
Marisa Piedras, Porto Alegre, via e-mail
Bullying
Atual, alarmante e necessário o tema tratado no editorial do Correio do Povo (CP, 7/4) “O urgente e necessário combate ao bullying no espaço escolar”. A escola é um espaço de aprendizagem, troca de experiência e aquisição de conhecimentos fundamentais para a formação do ser humano para o enfrentamento da vida adulta. Criar um ambiente de intolerância, deboche e humilhação, contribui apenas para fomentar o ódio e a depressão em nossas crianças e jovens. Todos precisam estar engajados e atentos para detectar os sinais de bullying, sob pena de forjarmos futuras gerações de vítimas da covardia e do mau-caratismo de alguns.
Gilberto Jasper, Porto Alegre, via e-mail