Déjà-vu de 2024
Em consequência da maior vazão dos rios Jacuí e Taquari, a água está alcançando o Guaíba. As ilhas serão as primeiras a serem atingidas como um déjà-vu de 2024. A quantidade de chuvas no Interior está afetando 90 cidades e 4,5 mil pessoas estão fora de suas casas. Em meio a muitas indagações sobre soluções que ainda estão como projetos, esperamos que os problemas a serem enfrentados não sejam os mesmos ou maiores do que os aguaceiros históricos do ano passado. Não dá para ficarmos insensíveis ao desamparo e revolta da recicladora Jocelaine Fortes, por exemplo, que vive há 43 anos na avenida Getúlio Vargas, em Eldorado do Sul. Ela já perdeu a conta de quantas vezes sua moradia foi invadida pelas águas e afirmou que não irá pagar para ver acontecer de novo, a caminho de um dos abrigos emergenciais da prefeitura, que calcula ter no município cerca de 400 famílias que vivem em áreas suscetíveis a alagamentos. Algo precisa ser feito para minorar esse sofrimento continuado de todos os atingidos.
Santiago Lancasterini, Porto Alegre, via e-mail
Elevar os trilhos
Depois de tantas interrupções do Trensurb entre as estações Farrapos e São Pedro, acredito que a melhor solução é fazer em elevação, como a da Unisinos, em São Leopoldo, até Novo Hamburgo. A enchente de maio de 2024 passou, mas a linha completa está operando normalmente há bem pouco tempo. O risco de as águas cobrirem os trilhos é cada vez mais comum e, nesses quarenta anos de funcionamento, todas as iniciativas pouco surtiram efeito. Para o bom funcionamento, está na hora de mudar.
Daniel Diehl, Porto Alegre. via e-mail
Grande exemplo
Parabéns aos trabalhadores integrantes do Corpo de Bombeiros que salvaram um homem embaixo da ponte da Nova Gleba, no Arroio Feijó, na divisa de Alvorada com a Capital (CP, 19/6). O homem, com deficiência de audição e fala, não teria percebido a rápida subida das águas. Os bombeiros foram rápidos e mergulharam sem aparelhos para resgatar a vítima, que foi hospitalizada. São trabalhadores que entregam exemplo de dedicação e consciência de suas funções humanitárias, mesmo sem as condições materiais para desempenharem seu trabalho e salvar vidas.
Pedro Luís Vargas Viegas, Porto Alegre, via e-mail