Eleições
Os três entes da federação brasileira, União, Estados e Municípios, cada um com a sua missão, são de significações indiscutíveis. Contudo, é no município, sempre dizemos, com absoluto acerto, que nascemos, crescemos, constituímos família, trabalhamos e até nos despedimos da vida. Enfim, tudo acontece no município. Logo, quando somos chamados para eleições de prefeitos e de vereadores, como ocorrerão dia 6 de outubro, encaremos como eventos da maior importância. Afinal, elegeremos pessoas que, pagas pelo contribuinte, como igualmente todos os exercentes de mandatos, têm de estar a serviço dos municípios. Para tanto, identificadas com os propósitos de realizações, precisam ser capazes, dedicadas e honestas. Costumamos dizer: trata-se de eleições em que o eleitor conhece e convive com os candidatos, circunstância que facilita a nossa escolha. Estamos quase no dia, logo ali, sejamos ativos e bem-decididos. Quando erramos, é dispensável assentar, somos os pagadores da conta. Com a devida compreensão, lembrete aos futuros prefeitos, com relação às ações administrativas, transparência e economicidade. Ótimo voto a todos.
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim, via e-mail
Atos antidemocráticos
Ministro presidente do STF critica a não aceitação de acordos de não persecução penal pela maioria dos envolvidos nos chamados atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 (CP 19/9). Ora, a aceitação deste acordo implica a admissão da prática de crime previsto na lei penal. Os envolvidos se opõem ao fato de serem considerados culpados sem que o órgão acusador tenha provado, em um devido processo legal, a materialidade, a autoria e a ilicitude de algum fato. A não aceitação do acordo significa que a acusação terá que ser provada. Juridicamente, nada mais do que isso. Estranha a manifestação do ministro porque implica antecipação da ideia de que os envolvidos devem responder pelo fato, mesmo antes da condenação em processo que eventualmente venha a ter que julgar.
João Nelson Paim Filho, Itapema (SC), via e-mail
Deu, Renato
Arrisco palpitar sobre um tema dominado por milhões, o futebol. Conheço Renato Portaluppi desde os bancos escolares da sexta série em Bento Gonçalves, RS. Sempre, nos intervalos de recreio e nas aulas de educação física desconcertava a gurizada com seus dribles de futebol de salão. Depois, no Esportivo, realizou maravilhas, sempre com suas boas jogadas, dicas de posicionamento em campo e estímulo para atuar. Arrisco, como frisei, em dizer que Renato é isto: um grande motivador, um grande criador de jogadas e jogadores. Gremista que sou há quase 60 anos, digo que não chega aos pés de estrategistas como Osvaldo Rolla e Telê Santana. Um craque, um ídolo do clube, protagonista da maior das glórias que foi o inédito título mundial para o Estado, digno de uma estátua, é sim um grande motivador de vestiários, jamais um estrategista, que tira o máximo de um plantel qualificado como o que o Grêmio tem hoje.
Pedro Luís Vargas Viegas, Porto Alegre, via e-mail