Do Leitor

Eleições fáceis e matas galerias

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Eleições fáceis

A democracia, e só ela, garante opções, livres e sem restrições, para escolhermos quem nos deva representar nos executivos e nos legislativos (federal, estadual e municipal). Quando as eleições para presidente da República ou para os governos estaduais, há dificuldades imensas para identificação dos mais capazes e sérios, ingredientes indispensáveis, merecedores de credibilidade. Colhemos informações, quando nos debruçamos para não errar, sempre de terceiros, lendo ou ouvindo. Não raro, elevadas abstenções, sem desmerecimento da importância de cada uma, mas pelas incertezas. Claro que posição não é aconselhável. Vota-se, muitas vezes, pensando no menos ruim. As eleições municipais são completamente diferentes, pois o candidato a prefeito, da mesma sorte a vereador, convive com a população, participando dos mesmos eventos, quer sociais como esportivos, inclusive, e sabemos da sua vida pregressa, de seu comportamento na atualidade, das suas realizações e posições. Logo, não nos valemos de informações de fontes diversas, mas nós as temos. Por isso, óbvio que as mais fáceis para decisões certas. Em decorrência dessa situação, ocorrem disputas mais acirradas e, muitas vezes, geradoras de atritos sérios. A democracia é uma construção permanente que não podemos negligenciar.
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim, via e-mail

Matas galerias

Na página 4 da edição do +Domingo (1º/9) uma imagem enigmática. Atrás do empresário do agro, Evandro Marinho, parece ser o rio Taquari (mais parecido com uma lagoa). Ou seja, retiraram da região praticamente toda a mata galeria desse rio e se vê junto a uma das poucas arvoretas que sobraram, toras cortadas de tamanhos diversos. Gente, medida nenhuma trará efeito se não forem devolvidas com rapidez as matas galerias de nosso rios. A depauperação delas é que maximizaram as tragédias que vivenciamos há pouco tempo. Aprendam com São Paulo, onde grandes empresários do agro estão reconstituindo grandes áreas da mata Atlântica depauperada, com resultados significativos já acontecendo em muito pouco tempo. Do contrário, nos próximos anos teremos mais tragédias, pois a natureza parece que não aguenta mais essa nossa espécie, que só traz flagelos para ela e para si própria, e resolveu dar um basta.
Paulo Neves, São Gabriel, via e-mail