Do Leitor

Eleições e censura.

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais.

Eleições

Os pleitos não se restringem, obviamente, a candidato na rua e voto na urna. Têm momentos plenamente distintos, de grande importância, que preferimos denominá-los de fases. Ao nosso sentir, são três. Na primeira, os partidos indicam os candidatos. Na segunda, a que estamos vivendo, a campanha, e, na terceira, decisão soberana do eleitor. Afora a reservada às instituições, quando apenas filiados, nas duas outras a presença essencial do expressivo contingente de votantes. Durante as campanhas, estejamos sempre ativos, ouvindo propostas e, em reuniões que se efetivam, sugerindo medidas. Não suficiente que o candidato fale “coisas boas”. Tem de dizer como fazer. Se já no cargo, buscando reeleição, mostrar-nos por que não fez aquilo ora proposto. Quais os obstáculos? De modo que busquemos compromissos dos pretendentes. Finda a campanha, nossa fase, exercitando o direito sagrado de decidir, sem pressão, em quem votar. Diríamos que, alcançada essa fase, somos candidatos a não errar, sob pena de arrependimento tardio. Enfim, ouvir, dizer e decidir. Pensemos.

Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim

Censura

A Câmara dos Deputados, por meio da Comissão Editorial, presidida pelo deputado federal Lafayette de Andrada (PL-MG), vetou trechos de uma publicação institucional sobre a Independência do Brasil que fazia referência ao nefasto período da ditadura militar. Outras censuras impostas pela comissão atingiram temas relacionados aos direitos indígenas, ao período em que o Brasil liderou as tropas no Haiti, à Guerra do Paraguai e a referências à tortura. A censura imposta é, por si só, um ato gravíssimo e uma tentativa de jogar para baixo do tapete períodos sombrios da nossa história.

Marcus Aurelio de Carvalho, Santos (SP)