Emendas parlamentares
O editorial de sábado (CP, 21/6) coloca de forma bem oportuna o uso da arrecadação de impostos para atender às demandas da Agenda Brasil em áreas fundamentais, bem como educação, saúde, saneamento, infraestrutura, mobilidade urbana, geração de emprego e renda, entre outras. Não tem como citar o volume de dinheiro que vai para a Câmara dos Deputados através das emendas parlamentares. Já foram bilhões, vai mais ainda, pois creio que estão lá para legislar a favor dos interesses de quem os elegeu e não para captar verbas para gastarem em obras. Não foram poucas vezes que os princípios da transparência e rastreabilidade, tão citados, não foram observados. A reforma tributária tem como objetivo atender às demandas dos municípios – quem sabe começar em não dar mais emendas, sendo elas para os municípios, onde a fiscalização será mais eficiente e atenderá de forma direta os interesses e as demandas citadas.
Eduardo Bento Sica, Porto Alegre, via e-mail
‘Solução de verdade’
Muito interessante e elucidativo o artigo do deputado federal e ex-ministro do Trabalho Ronaldo Nogueira Oliveira “Enchentes no RS: um problema que precisa de solução de verdade” (CP, 23/6). Não podemos mais ficar contando só com as ajudas emergenciais. É hora das ações sérias e planejadas e, no entanto, simples de realizar, como afirma o articulista. Uma das tarefas principais seria a de limpar o fundo dos rios, que chamamos de desassoreamento. Com o passar do tempo, a sujeira vai se acumulando no leito e os cursos d’água transbordam. Se a limpeza for realizada com frequência, aumenta a capacidade dos rios de escoar a água da chuva e assim evitar o terrível alagamento das cidades. E plantar árvores nas margens dos rios, vegetação chamada de mata ciliar. Assim, a água é filtrada e a natureza ao redor é protegida. O deputado também apresenta uma ideia nova, para ajudar: a construção de dois canais secos acima do nível do mar, na Lagoa dos Patos, entre Tavares e Mostardas. Ambos funcionariam quando o nível da água fosse alto. Serviriam como válvulas de escape para o excesso de água. Parabéns!
Alberto W. da Silva, Porto Alegre, via e-mail
Novos códigos
“Aumenta para 98 o número de cidades com danos por causa das chuvas no RS.” O governo do Estado precisa urgentemente criar novos códigos de construção civil. Áreas de risco, como construções perto de rios, áreas baixas de pouca drenagem de água, precisam ser proibidas para construções. Assim como o desmatamento na beira de rios e nascentes.
Nadir Scholes, Morro Reuter, via e-mail