Do Leitor

Enfrentamento da crise, eletrificação subterrânea há 100 anos, reeleição e Usina do Gasômetro.

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais.

Enfrentamento da crise.

Anunciar rombo orçamentário, como quase diariamente, gera na compreensão de todos nós, pobres mortais, enorme inquietação. Como sempre, a lamentável expectativa de que tenhamos mais encargos, pois sempre é procedimento fácil do governo. Em não gerando receita, mas se mantendo com o resultado dos impostos, a primeira providência, diante das dificuldades, haveria de se situar no campo da redução do custo operacional da máquina administrativa, de pronto diminuindo ministérios e órgãos equivalentes, mexendo nas emendas parlamentares, até as extinguindo, e de outras despesas. Jamais criação ou aumento de tributos. Importante que todos os agentes políticos, inclusive os integrantes do Congresso Nacional, reiteradamente afirmem inexistente espaço para mais encargos à população. Mas ninguém propõe medidas que levem a menos gastos. Curiosamente, aliás, o presidente da Câmara Federal, agora no embate em torno do IOF, afirma: “Vamos repor aquilo que seria arrecadado sem onerar o setor produtivo e a nossa população”. Como será o milagre? Até pensamos que falaria sobre as discutidas emendas parlamentares. Mas não. Afinal, faltando coragem ou interesse em equilibrar a situação financeira sem onerar os sofridos contribuintes?
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim, via e-mail

Eletrificação subterrânea há 100 anos

Não deixa de ser algo muito interessante o fato de descobrirmos em uma pesquisa secular o que pensávamos ter ocorrido algumas décadas atrás. E vejam também a importância do papel impresso como um documento real de fatos ocorridos no passado. "O desaparecimento dos postes", pesquisado pelo jornalista e historiador Julio Bruni e publicado na coluna “Há um século no Correio do Povo”, nos mostra uma ação do intendente municipal Dr. Octávio Rocha, preocupado com os inconvenientes do grande número de postes que se achavam espalhados por toda a zona central da cidade, “dando um aspecto inestético e criando embaraços ao trânsito”. A publicação de 3 de julho de 1925, em decreto do intendente em carta publicada do leitor Santiago Lancasterini (CP, 5/7/2025), tornava obrigatório o emprego de condutores subterrâneos na zona central de Porto Alegre. Tempos modernos aqueles!
Valéria S. T. Guarnier, Porto Alegre, via e-mail

Reeleição

Recentes manifestações de leitores da coluna e textos noticiosos evidenciam a contrariedade a ações e omissões do Poder Legislativo. Isso em razão de escolhas e decisões que não condizem com o anseio popular, refletindo apenas o interesse particular do legislador. O “carreirismo político”, continuidade no poder e seus maléficos efeitos são consequências diretas da possibilidade de reeleição. A forma eficaz para acabar com essa anomalia é a proibição da reeleição. Estranho que isso não seja defendido, sequer mencionado, nos protestos. Não há necessidade de lei para impedir a perpetuação nos cargos eletivos dos Poderes Executivo e Legislativo. Basta não votar (reeleger) em quem já detém esses cargos. Só reclamar não leva a lugar algum.
João Nelson Paim Filho, Itapema (SC), via e-mail.

Usina do Gasômetro

Em pouco mais de cinco anos (seis com o prefeito Melo), a prefeitura gastou R$ 25,9 milhões em investimentos na usina. Agora, a iniciativa privada que ganhar a concessão terá que investir R$ 7 milhões em 20 anos?
Cleci Muller, Porto Alegre, via e-mail