Escritora gaúcha
Ler a escritora gaúcha Julia Dantas é imprescindível. Indico começar pelo livro “Ruína y Leveza”, seu romance de estreia — não por ter sido finalista do Prêmio São Paulo de Literatura de 2016, mas por ser uma narrativa intensa e introspectiva, que não se preocupa em agradar ou oferecer conforto ao leitor. A escrita de Julia não pede licença aos donos da literatura: é direta, carregada de tensão e não entrega respostas prontas. A narrativa, construída em primeira pessoa, não é linear; move-se entre o presente — a viagem sem rumo da personagem Sara pelo Peru e pela Bolívia — e o passado, marcado pelo relacionamento com Henrique, em Porto Alegre. Sara se desloca por fora, como viajante, e por dentro, atravessada por dúvidas, contradições e silêncios que dizem mais do que qualquer explicação. Ler “Ruína y Leveza” hoje é encarar uma narrativa que não busca agradar, mas provocar. E é justamente por isso que permanece: perturba, desloca e insiste em ficar com o leitor mesmo depois do fim. Lê e me diz: tu viajarias sem rumo como a Sara?
Marisa Piedras, Porto Alegre, via e-mail
Desperdício
O desperdício de alimentos nas escolas é um assunto muito pouco falado. Isso ocorre porque muitos alunos ainda não aprenderam a se servir na medida adequada.
Pietra Vitória Noll, Porto Alegre, Emef São Pedro, via e-mail
Formação
A presença de um professor tranquilo e experiente que transmita segurança e estímulo à direção responsável é fundamental no preparo do candidato à CNH. As aulas on-line são impessoais e não transmitem a experiência pessoal e o bom senso que devem fazer parte do ato de bem dirigir com responsabilidade. Não é só responder perguntas friamente, é interagir com a experiência dos professores. É entender a gravidade do ato de dirigir um veículo automotor.
Décio Antonio Damin, Porto Alegre, via e-mail