Do Leitor

Escuridão no Centro Histórico e 'guerra' contra a dengue

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Escuridão no Centro Histórico

Não consigo esquecer dos mais de 20 dias sem água e das noites de escuridão total no Centro Histórico de Porto Alegre. Parecia que podíamos tocá-la, como em um paredão, tal a intensidade da falta de luz. Muitos abandonaram os seus apartamentos e casas e deixaram o bairro. Não tínhamos TV para assistir, mas os antigos radinhos de pilha foram a salvação para sabermos o que estava acontecendo no restante da cidade e no Estado. O dia a dia era intenso à procura de algum local que tivesse eletricidade para carregar o celular, comida pronta nos supermercados e água, que se tornou escassa. Sufoco que não gostaria de passar novamente.
Manoela T. da Silva, Porto Alegre, via e-mail

'Guerra' contra a dengue

Diariamente, ao longo de 30 dias, os agentes de saúde da prefeitura contarão com a presença de soldados do Exército nas ações de eliminar o mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. As ações vão contar com cerca de 20 militares do 3° Batalhão de Polícia do Exército. Os soldados da PE irão dar o necessário suporte para verificar os focos de água parada, levantar pneus, retirar materiais pesados, tudo o que os moradores normalmente não conseguem fazer sozinhos, e ainda estarão aptos a operar equipamentos para a aplicação de inseticidas. No entanto, mesmo com a ajuda inestimável do Exército, as prefeituras e, principalmente, os moradores precisam descartar os recipientes que acumulam água, manter os pátios limpos e denunciar os focos, como escreveu o leitor Domenico W. Lancaster (CP, 26/4). São ações rotineiras para evitar a proliferação do mosquito. Pela ordem, Viamão, Porto Alegre, Novo Hamburgo, Alvorada e Cachoeira do Sul concentram dois terços dos casos de dengue. Não podemos “baixar a guarda”.
Adalberto S. da Cruz, Porto Alegre, via e-mail