Do Leitor

Esperança e responsabilidade, transparência e participação

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Esperança e responsabilidade

Na resposta do diretor-geral do DMLU, Carlos Alberto Hundertmarker, a uma leitora (CP, 6/1), tivemos um vislumbre de esperança sobre a resolução do problema da coleta de lixo. Segundo ele, nos próximos meses, a coleta automatizada terá um salto de qualidade com o novo contrato que prevê aumento do número de equipamentos, com novos modelos de contêineres de orgânicos com abertura tipo “boca de lobo” e colocação de contêineres verdes para coleta seletiva, com dificuldade de acesso, em quatro bairros de área teste. Estas novidades pretendem reduzir a ação humana de catadores nos equipamentos e favorecer o incremento do descarte correto. Não podemos culpar somente a prefeitura pela proliferação de lixo na cidade. Lembro que, quando a água da enchente de maio de 2024 começou a baixar no Centro Histórico, vimos grande quantidade de lixo espalhado, uma cena dantesca divulgada pelo jornal (CP, 17/5/2024). Realmente, a população também deve ser responsabilizada por esta falta de cuidado em um problema que parece não ter fim. Os catadores irão ficar sem o seu sustento?
Rubens G. de Souza, Porto Alegre, via e-mail

Transparência

O princípio da transparência dos atos da administração pública, nas três esferas, consagrado na Constituição Federal, tem de ser cumprido. A exigência se explica pelo direito da população, remuneradora dos agentes públicos, de conhecer todas as medidas, podendo avaliar se do interesse público ou não. A nenhum pretexto, destarte, o estabelecimento de sigilo. Inobstante, certos fatos, não de agora, são postos em “sigilo por cem anos” e, ainda, dificuldades em conhecer os gastos, com minudências, do chamado “cartão corporativo”. Tem de receber, não importa se para atendimento de despesas da presidência da República, aliás, até por isso, divulgação. O pagador das contas, o contribuinte, não pode estar em dúvidas ou desinformado. Parece-nos que a transparência, eliminadora de comentários por vezes impróprios, ótima também aos exercentes de cargos públicos. Logo, abreviar ações, indo ao encontro do princípio aludido, caminho sempre almejado.
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim, via e-mail

Participação

Com ações contínuas e organizadas, talvez em algumas décadas, a sociedade brasileira atinja um nível de participação política e civilidade comparável ao de países desenvolvidos. Caso contrário, se tudo permanecer restrito a reclamações e xingamentos nas redes sociais, daqui a cem anos, estaremos exatamente onde estamos hoje.
Pedro Cardoso da Costa, Interlagos (SP), via e-mail