Do Leitor

Esquecimentos, tempo ruim, Sebastião Salgado e poste

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Esquecimentos

O sol apareceu, voltou a aquecer e iluminar e os problemas seculares de inundações em áreas ribeirinhas e planas em Porto Alegre, e em vários municípios do RS, começam a desaparecer. Parece que nunca existiram e a vida segue em frente, menos para os atingidos que ainda não estão nas suas casas, mas agora em abrigos, muitos com poucos agasalhos, tendo que enfrentar esse frio invernal. E seguem as emergências superlotadas. E o inverno, na verdade, começa em junho, exatamente a partir das 23h42min do dia 20. Devemos reagir como sempre, tentando cuidar de nós mesmos e daqueles que nos cercam.
Antonella S. de Souza, Porto Alegre, vias e-mail

Tempo ruim

Frio e chuvas têm nos visitado e as preocupações se avolumam hoje e no amanhã. O que fazer nesses momentos? Quem sabe ajudar alguém que realmente esteja necessitando, tal como o morador de rua, que dizem ser um deserdado da sorte. Também temos enchentes em alguns municípios. Árvores com problemas, tais como cupins nos troncos e galhos cortados sem cuidados maiores. Fios de luz em profusão, no alto e no chão. Calçadas e ruas onde os pedestres precisam contornar obstáculos para não se acidentarem. É claro que cabe às autoridades competentes resolver esses problemas, visto que é vedado ao cidadão cortar galhos ou árvores que podem causar danos.
Nety Maria Heleres Carrion, Porto Alegre, via e-mail

Sebastião Salgado

O mundo está mais silencioso. / As lentes que capturaram a dor e a beleza da Terra repousam. / Perdemos Sebastião Salgado – o homem que não fotografava imagens, / mas sim almas, florestas, lágrimas e a esperança adormecida. / Ele desceu aos infernos humanos: / nas minas de ouro de Serra Pelada, / nas trilhas dos refugiados esquecidos, nos olhos dos indígenas ameaçados. / E mesmo assim, nos mostrou que o homem pode voltar a ser parte da natureza, e não o seu carrasco. / Salgado não apenas revelou a destruição. / Ele plantou árvores, ele curou o solo, devolveu a vida, transformou a dor em floresta. / E agora, diante das guerras sem fim, / das queimadas que sufocam a Amazônia, / das crianças que crescem sem ver um rio limpo, nos perguntamos: de onde virá a força para continuar? / A resposta está no legado que ele nos deixou. / Na imagem que denuncia. / Na floresta que renasce. / Na arte que educa. / Na coragem que transforma. / Por isso, nós, cidadãos do mundo, educadores, ecologistas, crianças, povos indígenas, / cientistas e sonhadores, / erguemos esta carta ao céu e à terra: / Seguiremos em frente com nossa Plataforma pela regeneração do planeta Terra, buscando os grandes heróis e heroínas que possam se juntar a nós, mesmo com a falta do grande fotógrafo e ecologista que viveu entre nós. / Plantaremos onde houver cinzas. / Fotografaremos o invisível. / Educaremos com amor e urgência. /E faremos do planeta nosso compromisso maior. / Não por heroísmo. Mas por dever. / Não apenas em memória de Sebastião Salgado, / mas em nome de tudo o que ainda pode florescer.
José Pedro Naisser, Curitiba (PR), via e-mail

Poste

Na rua São Nicolau, em frente ao número 1302, há um poste de madeira com um transformador enorme. O poste está inclinado para a rua. Quem avisa, amigo é. Vai dar problema nos próximos temporais. É melhor providenciar a troca antes que cause prejuízos.
Mario A. Pizzutti, Porto Alegre, via e-mail