Do Leitor

Estâncias gaúchas e caturritas.

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Estâncias gaúchas

Antes das cercas e dos mapas, o Sul era apenas campo aberto, rio largo, mato e silêncio. Uma imensidão cortada pelo vento minuano. Foi então que surgiram as carretas dos padres jesuítas, avançando pelas coxilhas para fundar as missões e catequizar índios charruas e guaranis que viviam soltos por essas lonjuras. Com a expulsão dos jesuítas e dos guaranis pelos bandeirantes, em 1638, o gado espalhou-se livre pelos campos, formando a antiga Vacaria do Mar. Anos depois, em 1657, os padres trouxeram da Argentina mil cabeças de gado para combater a fome dos nativos, dando origem às primeiras estâncias na Banda Oriental do Uruguai. Já em 1814, com a distribuição das sesmarias, os homens foram se estabelecendo pela região, muitas vezes ocupando as construções de pedra erguidas pelos índios guaranis. Nas estâncias, a vida seguia o compasso do campo. As mulheres criavam os filhos e teciam os dias dentro das casas grandes. Os homens atravessavam as lidas campeiras enquanto, nos galpões, a peonada contava causos ao redor do fogo. Ainda hoje, muitas dessas velhas casas resistem ao tempo e ao vento do pampa. Guardam nas paredes a memória de gerações inteiras e seguem como testemunhas silenciosas da história do Sul.
Valéria Surreaux, Uruguaiana, via e-mail

Caturritas

O pessoal acha bonito ver esses bandos de caturritas cantando e fazendo os ninhos em árvores como araucárias e outras coníferas nas cidades e praças e também na rede elétrica (transformadores), mas, na realidade, não é nada de belo o que estamos vendo. É uma espécie invasora que está causando um enorme desequilíbrio no meio ambiente. Talvez tenhamos que encontrar uma solução urgente para o controle e até redução desta espécie, que, como eu disse anteriormente, não era vista nestes ambientes (pelo menos neste grande número), sendo então invasora e sem predadores naturais.
Walter Balbinot, Canoas, via e-mail