Do Leitor

Expansão do Trensurb e Poliomielite

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Expansão do Trensurb

Em relação ao texto do leitor Sérgio Caminha (CP, 29/6), é algo que todas as pessoas de bom senso almejam. Mas esperar o que dos nossos homens públicos, que têm a mesma predisposição daqueles que terminaram com a magnífica rede de bondes que tínhamos em Porto Alegre, sempre apregoando que era em nome do progresso? Progresso esse que não aconteceu no Primeiro Mundo, pois Amsterdam, Bruxelas, Berlim, Lisboa, Istambul, Viena, Milão, Zurich, Berna, Estocolmo, Helsinki, Moscou, várias cidades dos EUA e Canadá, entre inúmeras outras da Ásia, não aboliram este transporte e por lá bondes modernos e trams, os chamados Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) que dominam o transporte coletivo. Já pensaram uma linha de VLT do Centro Histórico passando pela Câmara Municipal, Colégio Parobé, Shopping Praia de Belas e daí por sobre o arroio Dilúvio (com paradas no Hospital Ernesto Dornelles, Hospital de Clínicas, Barão do Amazonas, PUC, terminal Antônio de Carvalho, Faculdade de Agronomia, Campus do Vale, etc.). Um aproveitamento urbanístico de espaço vago e que plus daria para a nossa cidade. Mas isso tudo é sonho de verão, pois pouco podemos esperar daqueles que foram eleitos para cuidar de nossas cidades.
Paulo Neves, São Gabriel, via e-mail

Poliomielite

Ouvir a divulgação dos índices de vacinação das crianças com idade até 5 anos para receber a vacina contra a poliomielite é assustador. O país é o mesmo, a campanha de vacinação é a mesma, a doença, embora erradicada em solo nacional, está viva em diversos países. Por que então a sociedade, que, nas décadas de 60, 70 e 80, levava seus filhos para serem vacinados e os índices beiravam 95% e hoje não atingem 10% em muitas cidades brasileiras? Que poder é esse que convenceu parcela significativa da nossa gente em prol do atraso, da mentira, das campanhas antivacinação? Se estes milhares de pais não estão preocupados com a poliomielite, como podemos acreditar que as demais vacinas sejam ministradas em nossas crianças? Qual o futuro desse país? Ou melhor, esse país terá futuro?
Rafael Moia Filho, Bauru (SP), via e-mail