Do Leitor

Falcatruas no INSS, vida longa e a Internet e a saúde mental

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Falcatruas no INSS

Escândalos decorrentes de corrupção, roubalheiras mesmo, na linguagem vulgar, sempre nos desafiam e nos entristecem. Desafiam porque temos de fazer cessarem. E entristecem porque jamais quereríamos que acontecessem. E no INSS mais difícil, dada a sua insubstituível missão, sequer imaginar. Os dirigentes bem remunerados, ao contrário dos aposentados e pensionistas, “esqueceram” de zelar pelos donos do Instituto, que são os contribuintes. Pois entidades se aproveitando da negligência ou conivência de integrantes do INSS, conseguiram valores dos benefícios. E alcançando, ao que noticiado, mais de seis bilhões de reais! Os afastamentos do presidente do Instituto, de assessores e do ministro da Previdência, com a promessa do governo de ressarcimento, não esgotam a ocorrência. Não suficiente a promessa, que nada mais do que obrigação. A propósito, como e quando? As responsabilidades penal e civil dos infratores, mesmo que se operem as devoluções, têm de acontecer até como fim pedagógico. E CPI urgente! O desfecho, enfim, sério e reconfortador, urgente, sobretudo aos sofridos lesados.
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim, via e-mail

Vida longa

Prezado e querido Paulo, nos conhecemos apenas de vista, mas tenho a pretensão de te chamar de amigo, tal a identificação e prazer em ler teus textos no Correio do Povo. E domingo é um dia em que podemos "viajar" para os capões e arroios de tuas paisagens, para os descampados dos teus bolichos e dos gritos dos quero-queros e da tropeada. Estive no interior dos municípios de Livramento e Rivera em fevereiro, por donde se esconde ainda algum parente ou sangue familiar. E de cara lembrei dos teus contos e causos, quando avisto a plantação de melancias, algum potrilho novo colado na égua-mãe, a cachorrada do campeiro que vem me receber na porteira ou a lua cheia que desponta silenciosa atrás dos cerros, lá de Paso Platón ou do Upamaroti. Vida longa à Campereada e ao texto do querido "amigo" Paulo Mendes.

Pedro Luís Vargas Viegas, Porto Alegre, via e-mail

A Internet e a saúde mental

A Internet tem afetado a saúde mental de muitas pessoas. Se as redes sociais fossem utilizadas com mais consciência, viveríamos melhor e a empatia e o respeito seriam prioridades. Muitas vezes, são compartilhadas postagens desnecessárias, como comentários maldosos e imagens. Um apelido pode ser inconveniente, uma ironia pode ferir, uma foto pode ser publicada sem consentimento. Essas situações acontecem com muita frequência. E, assim, a felicidade pode ser uma máscara que todos podemos ter, mas nem sempre conseguimos usar para esconder uma tristeza.
Maria Olinda Alves Selle, S. Lourenço do Sul, via e-mail