Feminicídio
Ninguém é dono de ninguém! Nascemos, indiferente o gênero, para seguir trajetória fecunda, própria, sem diminuir os outros, mas vivermos com os outros. Se nos unimos para vida em comum, entendimento e aproximação cada vez mais, mulher e homem que se amam, preservadas ambições de cada um. Inaceitável procedimento escravizador. A mulher, como se diz constantemente, com dupla jornada de trabalho. No lar e fora dele, sempre buscando equilíbrio. Se as relações pessoais se deturpam, agressões nunca as harmonizam. Em sendo a separação o caminho, cada um há de seguir sua escolha construtiva, não destrutiva. Muito triste a cada dia, pior do que isso, em espaço altamente reduzido, uma mulher sendo agredida ou morta, quase sempre pelo companheiro ou pelo ex-companheiro. Fixamo-nos, nestas singelas colocações, apenas nas relações íntimas, atuais ou rompidas. Notícias de feminicídio entristecendo os seres pensantes. Legislação para prevenir e punir temos, completando 19 anos a chamada Lei Maria da Penha. Não tem sido suficiente, apesar das suas disposições especiais, para impedir o exagerado aumento de casos. O que fazer? Pensamos que campanha ampla, envolvendo entidades e a sociedade em geral, contando com a atuação vigorosa de psicólogos e psiquiatras, para que todos entendamos que a mulher não é um objeto, que possa ter proprietário, mas um ser humano com direitos essenciais à vida. Reflitamos, amigas e amigos.
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim, via email
O cuidado com as árvores
É exatamente este o cuidado que a prefeitura deveria ter com todas as árvores de Porto Alegre. A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSurb) começou, a partir de laudos da pasta do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus), que deveria ser chamada de Secretaria das Árvores de Porto Alegre, o manejo de oito árvores duramente afetadas pelas cheias históricas de maio de 2024, no Centro Histórico. A Smamus realizou laudo para avaliar os impactos da inundação na arborização, verificando a necessidade de remover, além de uma paineira, três guapuruvus e três ligustros e ainda podar um eucalipto, todos comprometidos, com necroses ou outras condições que preocupam os técnicos. No local, serão plantadas 12 mudas de árvores nativas, como forma de compensação. Os trabalhos ocorrem antes da 71° Feira do Livro de Porto Alegre, que ocorre na Praça da Alfândega entre o final de outubro e meados de novembro, que reúne milhares de pessoas. Esperamos, então, que, na continuidade destes trabalhos, toda a cobertura verde da Capital seja examinada.
Adalberto S. da Cruz, Porto Alegre, via e-mail