Do Leitor

Feminicídios

É assustador o crescimento vertiginoso dos feminicídios no Rio Grande do Sul em pouco mais de quarenta dias do ano. E causa espanto ver que as diferentes esferas públicas ainda não tenham apresentado uma reação forte no combate a esses assassinatos. Tornozeleira eletrônica é uma saída, mas não é suficiente. Tem que haver um trabalho intenso voltado à educação das crianças e adolescentes para quebrar a cultura machista.
Cleber Dioni Tentardini, Porto Alegre, via e-mail

Quiosques

Utilizo os quiosques no Litoral Norte e assisto espantado à apropriação dos proprietários da área reservada aos banhistas. Essa área é da União e não particular destes comerciantes. Falta espaço para os banhistas ocuparem o que é seu de direito. Espero a tomada de providências para pôr ordem nesta bagunça.
Carlos Alberto Garay Cardoso, Porto Alegre, via e-mail

Terapia

Hoje, ao abrirmos as redes sociais, nos deparamos com inúmeros cursos e táticas para ganhar mais atendendo menos, inclusive com cartilhas de perguntas para fazermos aos pacientes. Vivemos um momento em que a mercantilização do cuidado muitas vezes colide com a ética da cura. Quando o valor da sessão se torna o protagonista da relação terapêutica, o processo deixa de ser um encontro clínico para se tornar uma transação comercial fria. Essa inversão de valores gera consequências profundas tanto para quem busca ajuda quanto para quem a oferece. Se o foco principal é a manutenção do pagamento, corre-se o risco de "manter o paciente" em vez de "curar o paciente". Eis o equívoco da “terapia de balcão”.
Gô Dillenburg, Guaíba, via e-mail