Do Leitor

Fernanda Torres, interpretação magistral, desperdício e deseducação

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Fernanda Torres

Surpresa, uma agradável e bela surpresa, ter visto no domingo Fernanda Torres, protagonista do filme “Ainda Estou Aqui”, em cartaz nos cinemas, ganhar merecidamente a estatueta de Melhor Atriz em Drama do Globo de Ouro e recebê-la das mãos de uma grande atriz, Viola Davis, que já esteve no Brasil. Acertadamente, ela dedicou o prêmio à sua mãe, Fernanda Montenegro, que esteve na mesma competição, há 25 anos, e perdeu para Cate Blanchett, protagonista do longa “Elizabeth”. Foi muito bom ver a alegria da equipe brasileira que lá estava e também de vários atores e atrizes que estavam torcendo por ela. E, com esta premiação e as anteriores em vários festivais pelo mundo, ela ganhará ainda mais força no trajeto até a maior premiação do mundo, o Oscar, em 2 de março. Ela merece. Todos nós merecemos.
Betina T. de Souza, Porto Alegre, via e-mail

Interpretação magistral

Além da qualidade da produção/direção do já aclamado longa de Walter Salles, “Ainda Estou Aqui”, sobre o desaparecimento do ex-deputado Rubens Paiva, sequestrado e assassinado pela ditadura militar de 64, no governo Médici, mostra os abusos, sofrimentos e privações a que sua mulher Eunice e filhos foram submetidos, recriando à perfeição cenários, figurinos e músicas que emolduraram os anos 70. Foi um recorte do que foram os anos de chumbo e da interpretação magistral de Fernanda Torres no papel da protagonista. Seu maior mérito é resgatar para os dias atuais aquele momento histórico trágico.
José Carlos Morsch, Porto Alegre, via e-mail

Desperdício e deseducação

Nos países onde os dirigentes são sérios e o povo é educado, o lixo é tratado como resíduo. Mas, no Brasil, os resíduos domésticos – com raríssimas exceções, como o município de colonização alemã Dois Irmãos – são tratados como lixo. Agora, na festa de réveillon na orla do estuário do Guaíba, tivemos um péssimo exemplo. Depois da festa, uma centena de garis recolheu 11 toneladas de resíduos levados num caminhão compactador para um aterro sanitário. Ora, a prefeitura tem uma dezena de usinas de reciclagem de descartes, mas os garis jogaram tudo no caminhão compactador. O volume recolhido continha cascas de frutas e restos de comida (que serviriam para a produção de adubo orgânico), embalagens e, embora proibidas, garrafas de bebidas, o que demonstra a falta de educação de parcela do público festeiro. De nada valeu o exemplo da torcida do Japão, que, num jogo da Copa, deixou o estádio mais limpo porque cada torcedor descartou corretamente o lixo que produziu.
Sérgio Becker, Porto Alegre, via e-mail